Campo Grande, Domingo , 18 de Fevereiro - 2018


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Falando Nisso

Autor: Por Eronildo Barbosa (*) , 16 Fevereiro 2018 às 16:15 - em: Falando Nisso

Li muitas histórias do político Wilson Martins que nos deixou nesta semana, aos 100 anos de vida. Todas apontam o profundo respeito que ele nutria pelas liberdades democráticas. 
 
Vejamos mais uma: um grupo de todos bancários fazia algumas pichações pelas ruas de Campo Grande, no início de 1964, em defesa das reformas de base. A polícia e a Ademat (Ação Democrática Mato-Grossense) não gostaram e prenderam os jovens. Poucos minutos depois apareceu Wilson Martins para soltar os bancários. Ela era filiado a UDN. A moçada foi liberada na mesma noite graças à intervenção de Wilson. Porém, seu partido, a UDN, o criticou publicamente pelo seu gesto. Lutar pelas causas democráticas foi o grande legado de Wilson e seu irmão Plínio Martins. 
 
WILSON MARTINS E OS COMUNISTAS II  
 
É verdade que Wilson Martins era amigo de alguns famosos comunistas de MS. Entretanto, na eleição para prefeito de Campo Grande em 1988, quando Plinio Martins foi candidato, ele deixou os comunas do PCB numa situação difícil. O diretório do PMDB decidiu excluir, sem uma razão plausível, o PCB da aliança para a disputar a prefeitura naquele ano. Essa decisão tirou a vaga quase que certa do combativo Fausto Matto Grosso na Câmara. O PCB foi forçado a lançar chapa pura e não conseguiu votos suficientes para eleger  um vereador. Se Wilson quisesse o PMDB faria aliança com o PCB. Ele mandava no partido."
 
(*Eronildo Barbosa da Silva, professor e historiador paraibano radicado em Campo Grande)



Autor: Marco Antônio Barbosa (*) , 24 Janeiro 2018 às 15:45 - em: Falando Nisso

Para aqueles que olham os noticiários internacionais e se aterrorizam com uma possível guerra entre os Estados Unidos, de Donald Trump, e a Coreia do Norte, de Kim Jong-Un, leia com atenção a próxima frase: o Brasil já está em Guerra e está perdendo.
 
Em apenas três semanas são assassinadas no Brasil mais pessoas do que o total de mortos em todos os ataques terroristas no mundo nos cinco primeiros meses de 2017.  Ao todo, foram mais de 59 mil homicídios, segundo o último Atlas da Violência, publicado em 2017 e produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). São seis mortes por hora. Como comparação, a Guerra da Síria já matou mais de 340 mil pessoas desde seu início em 2011, uma média de 56 mil por ano.
 
Mas por que nos importamos e nos preocupamos mais com os desdobramentos da discussão Trump x Kim? Aqui no Brasil, a criminalidade já virou rotina e a naturalização desta situação aumenta a falta de cobrança de uma solução pelas as autoridades. Esta soma de fatores nos levou ao longo de anos de má administração até a calamidade atual. Estados sem dinheiro não conseguem investir em nada, inclusive na segurança.
 
A situação de Rio Grande do Norte é o último exemplo desta triste fórmula a eclodir. É neste ponto que a criminalidade deixa a periferia e toma conta do Estado. E é só neste momento que percebemos o problema. A greve das polícias locais é o último grito contra a falta de estrutura e precariedade da segurança pública.
 
O fim da paralização se deu quando o governo acatou as reinvindicações dos sindicatos. Dos 18 pedidos dos policiais e bombeiros, a maioria era por estrutura, novos carros, fardas e pagamento em dia. O básico para se combater a criminalidade e colocar a vida em risco. Você chega ao seu trabalho, mas não tem cadeira, computador ou mesa. Mesmo assim precisa entregar os seus projetos, pois seus clientes estão cobrando. Soma-se a isso, um atraso salarial. Um ou dois meses sem receber. Como você se sentiria? Agora imagine ser um policial e ter o risco de trabalhar em uma das 50 cidades mais violentas do mundo.
 
Esta é a situação que motivou a paralização das polícias em RN, mas é a mesma história que se repete na maioria dos estados brasileiros. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catara e por aí vai. Na contramão, o crime se aperfeiçoa, cresce, inventa novas técnicas.
 
Mas a crise já passou e a polícia voltou a trabalhar, certo? Não. Os estados continuam quebrados ou mal administrados. Remedia-se e abafa, mas não acaba com o problema. É uma doença onde se cuida apenas dos sintomas, sem tratar realmente a causa raiz. Com isso, as dores passam, mas voltam piores quando o tratamento superficial não faz mais efeito.
 
Enquanto não houver uma conscientização da população para cobrar soluções e os governantes tiverem mais responsabilidade pelos seus gastos, continuaremos perdendo essa Guerra e seguiremos sentados na frente da TV, preocupados com a crise de Donald Trump.
 
(*Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios)



Autor: Leonardo Duarte (*) , 19 Janeiro 2018 às 14:30 - em: Falando Nisso

Há quem diga, citando Maquiavel, que governar é fazer crer. Não é verdade. Atrás do teatro - muitas vezes importante na política - é necessário ação. E esta ação muitas vezes pode contrariar o próprio povo. Muitos dos maiores governantes da história não eram nem um pouco populares, tendo sido reconhecidos apenas após o benefício do tempo. No Reino Unido, Teacher enfrentou índices de popularidade baixíssimos, em Merkel, na Alemanha, não goza de números confortáveis. Mas ambas venceram o teste da história porque têm ações concretas para mostrar. Por outro lado, governantes muito populares passaram a ser vistos desfavoravelmente no correr da história, quando se percebeu que o que tinham para apresentar eram apenas palavras, fotos, fogos e fumaça.
 
Não digo isso para fazer crer que a opinião pública não seja importante. Ela é. Mas não deve ser a única bússola a orientar os governantes. Na verdade, muitas vezes, para governar bem, é preciso agir contra a maioria. E decisões contra-majoritárias, além de não serem comemoradas, impedem o governo do espetáculo. Porém, os homens públicos, na civilização da comunicação instantânea das redes sociais, onde a opinião da maioria logo se revela e se faz ouvir estrondosamente,  têm uma atração ainda maior pelo aplauso, pouco percebendo que isso é uma tremenda armadilha.
 
Agir consoante a vontade da maioria pode significar, muitas vezes, tomar a pior decisão possível. Quando a maioria é unida por um sentimento comum, e tem a oportunidade, os direitos da minoria se tornam inseguros. Por isso que modernamente os poderes são separados e independentes, justamente para que o Parlamento, que representa a maioria, não domine o Judiciário ou o Executivo. Por isso também que em democracias soberana é a Constituição, e não o povo. 
 
Também por esta razão que as emendas à Constituição precisam, para ser aprovadas, de um processo legislativo mais severo em ambas as casas, ou seja: a minoria necessariamente tem que participar da processo de alteração da Carta Maior. E isso tudo porque o único ramo do governo que é diretamente responsável pelo povo é o Legislativo. No Executivo e no Judiciário, jura-se cumprir a Constituição, e não agradar ao povo.
 
Se fosse o contrário, não haveria ninguém a proteger o povo dos males da maioria. A democracia seria transformada em uma demagocracia. Madison, um dos pais fundadores dos Estados Unidos da América, dizia que em democracias puras, facções poderiam facilmente tomar controle do governo por meio de alianças e submeter a minoria de a um perpétuo abuso legislativo, executivo e judicário.
 
Por isso respeito, mesmo quando não concordo, com autoridades do Executivo e do Judiciário que tem a coragem de tomar decisões contra-majoritárias, expondo a sua cara à profanação da imprensa e das redes sociais. Por isso reprovo quando administradores públicos se preocupam apenas em agradar a população, sem pensar na consequencia de seus atos. Também por essa razão me preocupo quando juízes e promotores expõe e defendem suas opiniões fora do processo. Essas autoridades não devem se submeter a tirania da popularidade, porque, certamente, um dia, irão ter que desagradar a maioria para bem desempenhar a sua função.
 
Aliás, qualquer pessoa pública, algum dia, terá que tomar alguma decisão que desagrade ao povo. Assim como um pai zeloso, que educa seu filho, o governo dos homens, para ser bom, nem sempre deve mirar em agradar os homens. Algumas vezes o filho pode ser mimado. Noutras, pode não saber o que é o melhor para si. Nestes tempos em que nossas instituições sofrem constante  enfrentamento, mesmo quando intimamente não concordo com sua atitude, não deixo de admirar o homem público que tem a coragem de tomar uma decisão contrária a da maioria. Afinal, vivemos em uma democracia, e não em uma demagogracia.
 
(*Leonardo Avelino Duarte é advogado, professor universitário, ex-presidente da OAB-MS, foi conselheiro federal da OAB e coordenador nacional do Exame de Ordem)



Autor: Marcia Scherer (*) , 18 Janeiro 2018 às 10:20 - em: Falando Nisso

Caiu um meteoro nos EUA, as imagens mostraram o objeto celeste cruzando o céu e causando até tremores. De quem é a culpa pelo meteoro? Está fazendo um frio congelante em várias partes do mundo, chegando a menos 60 graus na Rússia. Advinha de quem é culpa? O pantanal pode ter a maior cheia de todos os tempos. Você já sabe de quem é a culpa, né?
 
Do Bernal, é claro!
 
Nos últimos anos têm sido assim aqui pelas bandas da cidade Morena. Fez cagada, errou, não gostou, foi acusado? Culpa o Bernal, ué.
 
Essa história de “culpa do Bernal” já até meio que virou brincadeira entre as pessoas que fazem parte das relações mais próximas dele, de tão esdrúxula que ela é.
 
Mas ela tem um lado cruel, pois além de massacrar uma pessoa, com acusações, mentiras, dedos apontados, ela ainda mostra o lado covarde e desumano de quem não é capaz de assumir suas próprias responsabilidades e procura escapar da opinião pública, simplesmente culpando o Bernal.
 
Agora, a culpa dos “erros” na taxa do lixo também é do Bernal.
 
Mesmo ele tendo saído há mais de um ano da prefeitura, mesmo ele tendo cancelado o contrato com a empresa de lixo, mesmo ele tendo passado por tudo o que passou e provado, uma a uma, que suas ações estavam corretas, mesmo com o golpe, com as perseguições, com a falta de apoio da classe política, mesmo assim, ainda tentam o culpar por algo em Campo Grande.
 
Eu não gosto nem um segundo da atual administração. Acho ela fraca, ruim mesmo, mas eles acabaram de acrescentar algo no meu desgosto: a covardia. Detesto covardes! São os piores tipos, porque não medem esforços para se eximir de qualquer responsabilidade. Se escondem nas sombras e quando são chamados à luz, simplesmente fogem. Detesto covardes!
 
Por isso admiro Bernal. Ele tem coragem. Assume o que precisa. Mostra as causas, mas não foge da responsabilidade. Ele fica firme, corrige o que é preciso, melhora o que é necessário e assume o seu papel.
 
Esse é o verdadeiro papel de um líder: assumir, ficar firme e aguentar. Líderes não se escondem em desculpas esfarrapadas. Líderes não permitem que outros sejam responsabilizados. O verdadeiro líder assume os erros, ainda que tenham sido cometidos por seus subordinados.
 
Voltando à taxa do lixo. É muita cara de pau da atual administração querer culpar o Bernal. O projeto foi todo criado, apresentado e aprovado em 2017. Todos os servidores comissionados que fazem parte dessa administração são contratados por essa administração. Nunca houve acordo para contratação de ninguém, isso foi dito pelo próprio atual prefeito para diversos veículos de comunicação.
 
O compromisso de apoio de Bernal ao atual gestor foi assinado em público, nunca citou a contratação de ninguém, mas firmou compromissos importantes, entre eles a não contratação de pessoas denunciadas ou envolvidas na operação coffee break, e não está sendo cumprido.
 
Será que já não está na hora da atual gestão assumir suas responsabilidades? Já faz mais de um ano que estão na prefeitura. Eles têm apoio e recursos do Governo do Estado. Têm apoio irrestrito da Câmara Municipal, que aprova tudo o que enviam em tempo recorde, inclusive a famigerada taxa do lixo. Estão usando recursos da Agereg, Agetran, Cosip, que até 2016 eram carimbados e portando não podiam ser usados em outras áreas, com o que querem, sem virar notícia negativa, ou alguém entrar com ação contra.
 
O atual prefeito até saiu de férias para descansar.
 
Os veículos de imprensa, na sua maioria, têm sido complacentes com a atual administração. Ações que eram cobradas, com agressividade, da administração Bernal, agora não são nem citadas. Situações que eram tidas como “culpa do Bernal”, agora são culpa do povo, que joga lixo nos terrenos, que não paga, que faz algo errado... 
 
Ainda assim, com todas essas facilidades, o atual prefeito não mostrou a que veio. Não está dando conta do recado. E para piorar tudo, não quer assumir suas “cagadas”, prefere usar apoiadores e veículos de comunicação de amigos para jogar a culpa no Bernal.
 
Se bem que é como disse uma colega: a culpa é do Marquinhos e ele joga em quem ele quiser, nesse caso na “geni de alguns políticos campo-grandenses”, o Bernal. 
 
(*Marcia Scherer é publicitária, especialista em marketing político, foi superintendente de comunicação na administração Alcides Bernal)



Autor: Marcio Zeppelini (*) , 13 Janeiro 2018 às 12:15 - em: Falando Nisso

Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda.
 
– Entre 200 e 300 reais - responde o dono da loja.
 
O menino puxa uns trocados do bolso e diz:
 
– Eu só tenho 28 reais... mas eu posso ver os filhotes?
 
O dono da loja sorriu e chamou a cadela Lady, que veio correndo, seguida de cinco filhotinhos que mais pareciam bolinhas de pelo. Um sexto cachorrinho vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente, o menino apontou para aquele cachorrinho e perguntou:
 
– O que é que há com ele?
 
O dono da loja explicou que ele havia nascido com uma má formação em uma das pernas - e que ele mancaria para sempre.
 
O menino se animou e disse:
 
– Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
 
O dono da loja respondeu:
 
– Não, você não vai querer comprar esse... Mas se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente.
 
O menino ficou transtornado e, olhando bem para a cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:
 
– Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros, e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 28 reais agora e 10 reais por mês, até completar o preço total.
 
O dono da loja contestou:
 
– Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cães.
 
Então, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua prótese. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
 
– Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.
 
Ninguém vale mais que ninguém.
 
Cada um tem seu valor, assim como cada um tem suas deficiências. Todos nós somos imperfeitos e devemos reconhecer nossos erros, trabalhando pela superação de cada um deles, buscando sempre nosso próprio aperfeiçoamento.
 
Uma deficiência física jamais será algo que desmereça ou tire o valor de alguém, até porque as maiores "deficiências" estão em nossos pensamentos, em nossas crenças, em nossas atitudes. A preguiça, o medo e a arrogância, por exemplo, são deficiências muito mais graves do que a falta de um braço ou uma perna.
 
Então, antes de desvalorizar alguém - seja por deficiências físicas ou atitudinais -, reconheça as SUAS deficiências, classifique-as, tente superá-las. Quando você perceber que também tem defeitos, enxergará melhor as virtudes e qualidades dos outros - que é o que mais importa.
 
Quando você escutar alguém falando mal de outra pessoa (ou você mesmo estiver praticando isso), reflita e busque uma qualidade dessa "vítima". E pergunte-se: o que vale mais?
 
Não desvalorize alguém só por estar "mancando". Nem se for um cachorrinho.
 
Abraços cheios de atitude - e um 2018 intenso para você!
 
(*Marcio Zeppelini é palestrante motivacional, empresário e empreendedor social, presidente do Instituto Filantropia e diretor executivo da Zeppelini Editorial)



Autor: Marcelo Nóbrega (*) , 12 Janeiro 2018 às 10:20 - em: Falando Nisso

É bastante comum o debate sobre primeiro emprego sob o ponto de vista de quem o procura. Certamente, trata-se de um momento difícil para o jovem que busca entrar no mercado de trabalho. No entanto, há também desafios para quem contrata uma pessoa sem experiência profissional. Se o jovem encontra dificuldades, as empresas também precisam se preparar para receber esses 'calouros'.
 
Sabemos que uma integração bem feita nos primeiros meses é fundamental para o sucesso de um profissional em um novo emprego. Imagine-se então quando esse profissional está dando os primeiros passos em seu primeiro emprego. É preciso criar um ambiente favorável para receber jovens sem experiência prévia. Se esse 'recém-nascido profissional' não encontra apoio em seu ambiente de trabalho, seu desempenho e desenvolvimento estarão seriamente comprometidos. Por isso, para ser uma porta de entrada para o primeiro emprego formal é preciso, também, ser uma empresa acolhedora.
 
Quem frequenta a rede McDonald's já deve ter percebido a versatilidade de nossos gerentes, que sabem fazer de tudo dentro de um restaurante. Quase todos começaram na função de atendente e cresceram exercendo as diversas posições da nossa estrutura. Essa possibilidade de carreira vem do treinamento e do aprendizado permanentes que acompanham nossos profissionais em todos os seus momentos dentro da companhia. Os novos atendentes são treinados por seus superiores e, também, pelos seus próprios colegas. E logo ele também treinará seus colegas. Esse interesse pelo crescimento mútuo é fundamental para o sucesso deles.
 
Assim, voltando ao ponto que abriu esse bate-papo: não fosse por esse DNA de primeiro emprego e desenvolvimento contínuo, de nada adiantaria termos as mais modernas ferramentas de atração de talentos.
 
E a fórmula tem dado certo. Somente no ano passado, contratamos 14 mil jovens, ou cerca de 20 pessoas por dia. Desse total, grande parte é indicada pelos nossos atuais e ex-funcionários, que veem na companhia uma boa oportunidade profissional para os seus parentes e amigos. O resultado disso é a formação de uma grande família em cada restaurante, cujo bom funcionamento é testemunhado diariamente por mais de 2 milhões de clientes.
 
Uma companhia que tem como bandeira ser a porta de entrada para jovens também deve ter um plano de carreira apoiado por programas permanentemente atualizados que façam sentido para esse público. Recentemente, por exemplo, percebemos no McDonald’s que era importante oferecer conteúdo de empreendedorismo, um dos principais temas de interesse dos jovens, na plataforma educacional da Universidade do Hambúrguer. Dessa forma, nasceu o Aperte o Play!, que incentiva os profissionais a terem autonomia para escolher qual caminho trilhar – dentro ou fora da empresa.
 
Sim, porque junto com os jovens, recebemos também os seus projetos, sonhos e aspirações, que podem ser de longo ou curto prazo. E ao recebê-los para a sua primeira experiência profissional, também devemos estar preparados para a sua partida. Mas esse pode ser o tema para um próximo bate-papo.
 
(*Marcelo Nóbrega é diretor de Recursos Humanos do McDonald's Brasil)



Autor: João Carlos Polidoro (*) , 30 Dezembro 2017 às 12:30 - em: Falando Nisso

É em tempos de crise que somos criativos e inovadores. Mas, a que estamos inseridos está sendo mais desafiadora, pois, além da instabilidade econômica, vivemos uma crise política e ética. Mas o copo está meio cheio, pois, estamos vivenciando algo inimaginável até poucos anos atrás. Grandes empresários e políticos - na verdade, bandidos travestidos, intocáveis até então - estão atrás das  grades. As instituições que defendem a sociedade estão agindo, porém, o sistema é forte e persiste em proteger os maus cidadãos, exigindo de quem os enfrenta mais energia e persistência.
 
As bandeiras as quais defendo, como o fim da corrupção, fim da impunidade, gestão pública eficaz, mais segurança, menos impostos e uma nova política, começam a dar sinais de inclusão nas pautas dos que querem mudanças, porém, tudo com efeito em longo prazo. Não vamos mudar 500 anos do dia para a noite, levará algumas gerações.
 
Dois mil e dezoito traz grandes esperanças na economia: inflação sob controle - perto de 3%; juros caindo - Selic fecha 2017 a 7% ante 14% em 2016; PIB em alta - próximo de 1%; indústria em início de recuperação; comércio dando sinais positivos de retomada de movimento (mesmo que lento e gradual); e a geração de empregos reagindo, que será impulsionada pela reforma trabalhista, que trouxe flexibilização e equilíbrio nas relações.  Além disso, há a discussão de  reformas essenciais para o desenvolvimento sustentável, como a da previdência e a tributária e, possivelmente, a política, todas tirando da zona de conforto e entrando na onda de mudanças para obter resultados diferentes no longo prazo.
 
Do ponto de vista político, temos uma grande missão: errar menos em nossas escolhas. Precisamos de um candidato reformista para nos colocar de vez no século XXI, pois, vivemos nele, mas, seguindo regras, processos e atitudes dos séculos passados. Os detentores de investimentos esperam, entre outras atitudes, essa definição para desembarcarem em terras tupiniquins e acelerar o desenvolvimento que tanto almejamos.
 
Enfim, o ano de 2018 será o momento de exercermos a nossa cidadania plena, mudar aquilo que não concordamos, ou até dar o troco naqueles que usurparam nossa confiança, esquecendo-se dos compromissos assumidos. Será o ano da retomada dos rumos que queremos dar a nossas vidas e das futuras gerações. Depende muito de cada um de nós, da nossa efetiva participação, sendo vigilantes, críticos e atuando para que nossos representantes escolhidos estejam embasados em nossas vozes e não sucumbam ao sistema.
 
(*João Carlos Polidoro, empresário, é presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande - ACICG)



Autor: Wilson Aquino (*) , 23 Dezembro 2017 às 13:45 - em: Falando Nisso

O mês de dezembro é mesmo atípico. Apesar da beleza e importância dos demais, de cada semana, cada dia, cada hora, cada minuto que devem e precisam ser bem vividos, o 12º mês difere dos demais pelo fato de levar o indivíduo a reflexões íntimas e pessoais sobre assuntos amorosos, profissionais, familiares, sobre a vida enfim, de forma não programada, natural.
 
É em dezembro que efetuamos um balanço das metas estabelecidas no final do ano anterior.
 
Metas como: Voltar a estudar e/ou fazer aquela faculdade que há anos vimos protelando; De marcar a data do casamento mesmo sem ter tudo que consideramos necessário para união com a futura companheira(o); De ser uma pessoa melhor, mais amável, mais comunicativa, mais prestativa para com o meu próximo; De conseguir um emprego ou um emprego melhor em que possa crescer e prosperar nele; De finalmente buscar a Deus para ter a Sua companhia na vida e “entesourar” o conhecimento a Seu respeito em nossos corações para que possamos trilhar o caminho que Ele reservou para cada um de nós de forma mais segura e tranquila...
 
Não devemos temer quando começarmos a ser cobrados por nós mesmos sobre o que fizemos ou deixamos de fazer ao longo dos últimos 12 meses. Isso mesmo! Não devemos! Pois sempre podemos recomeçar, partir, começar. Nunca, absolutamente nunca, é tarde para isso, para buscarmos novos rumos que nos levam à realização, a condições melhores de vida. Sempre é tempo de buscar! Tomar fôlego e lutar por um espaço maior e melhor na vida. Sempre é tempo!
 
Não devemos subestimar nossa (grande) capacidade de mudança, de recomeçar.
 
Nada está definitivamente perdido! Mesmo que estejamos “no fundo do poço”, nos sentindo o pior dos seres humanos! O mais esquecido e sofrido que já viveu. Há sempre esperança! E esperança é a possibilidade, a escada para sair do “poço” para galgar novos e coloridos caminhos.
 
É natural do homem esse espírito de autoanálise, autocrítica, autojulgamento.
 
Nos cobramos e nos condenamos pelos nossos próprios fracassos.
 
Quando olhamos para traz e não enxergamos boas ações e realizações por nós desenvolvidas, caímos em depressão. Quase sempre nos  sentimos incompetentes, incapazes de fazer algo de bom. Em alguns a depressão desponta de forma mais aguda, resultando em tragédias (suicídios por exemplo) ou num completo, contínuo e depressivo desânimo.
 
O bom da vida é que podemos sim, de fato, sempre, recomeçar! Podemos nos levantar de tantos quantos forem os tombos que tivemos ao longo dos meses, ao longo da vida, ao longo de 2017 e levantarmos, revigorados e voltarmos a trilhar o caminho da vida. Sim! Todos nós, de fato, podemos!
 
E todo aquele que acredita em Deus tem alicerce e, consequentemente, mais vigor e alegria diante dos obstáculos que surgirem. Afinal não estamos sós. Ele está conosco e pode nos ajudar em todos os momentos de nossa vida. Desde que acreditemos nisso. Afinal, Ele nos deu o livre arbítrio para conduzirmos nosso dia a dia como quisermos e ao reconhecermos Seu poder e autoridade sobre todos nós, sobre todas as coisas, tudo pode ficar bem! Tudo pode ficar melhor.
 
Não que mesmo em Sua companhia não iremos passar por tribulações. Passaremos. A diferença é que aqueles que acreditam em Deus enfrentam a vida, mesmo durante as grandes tempestades, de cabeça erguida, felizes, conscientes de que Ele está, de fato, ao nosso lado. Quem não acredita, conta apenas com sua própria força. Por isso entra em desespero e muitos não suportam a pressão e fazem as piores besteiras, pondo tudo a perder.
 
Então, acreditar em Deus é um grande negócio, pois pode nos ajudar em tudo, como aceitar nossos fracassos de metas estabelecidas e nem tão alcançadas em 2017 e Nos dá esperança e força para perseverarmos no estabelecimento de novas metas para o novo ano de 2018 que se inicia, com a garantia de que muitas e muitas bênçãos virão.
 
Um Feliz Natal e um Prosperíssimo novo ano a todos e que todos busquem e aceitem a companhia de Deus ao longo da vida!
 
(*Wilson Aquino é jornalista, professor em Campo Grande e cristão SUD - wilsonaquino2012@gmail.com)



Autor: Jully Heyder (*) , 21 Dezembro 2017 às 15:45 - em: Falando Nisso

Etienne de La Boétie, um jovem francês nascido no século XVI, escreveu com apenas 18 anos de idade o clássico livro “Discurso Sobre a Servidão Voluntária”.  Nela, La Boétie pronunciava a liberdade como um valor inato a todo ser, pelo qual involuntariamente nos dispomos a lutar. O estudo teve seu mérito reconhecido ao explorar as razões pelas quais as pessoas, em determinadas circunstâncias, aceitam ou até optam por abandonar a liberdade, preferindo o jugo, condição à qual chamou “servidão voluntária”.
 
La Boétie menciona como primeira causa da servidão voluntária, o hábito, ou seja, o costume servil. Dizia: “assim, os homens que nascem sob o jugo, alimentados e criados na servidão, sem olhar mais longe, contentam-se em viver como nasceram”.
 
Do costume ainda viria a segunda causa destacada de abandono voluntário da liberdade: a covardia. Para Etienne: “com a liberdade se perde de um golpe a valentia. As pessoas subjugadas não sentem nem alegria no combate, nem rigor. Não sentem ferver no coração o ardor da liberdade, que faz desprezar o perigo e dá vontade de conseguir a honra e a glória”.
 
A conclusão de La Boétie ainda aponta para a última, talvez a mais relevante causa da servidão voluntária, que é a “participação na tirania”. Segundo ele, existem interesseiros que se deixam seduzir pelo esplendor dos tesouros públicos sob a guarda do tirano, os que, em conluio, garantem e asseguram seu poder para tentar se beneficiar de algum modo.
 
O estudo de La Boétie é intrigante e nos permite cotejá-lo com nossa realidade. Na condição de cidadãos, por exemplo, poderíamos questionar a nossa tolerância a uma perversa carga tributária destinada a sustentar, em grande parte, os privilégios de uma classe política reconhecidamente corrupta e desacreditada, ao tempo que continuamos a entregar-lhes poder pelo voto. Como se explicar tal incoerência? Sob este aspecto é evidente que estamos optando pela servidão voluntária.
 
Como advogados, seria razoável questionarmos o motivo pelo qual, mesmo sendo destinatários de várias prerrogativas garantidas por Lei e pela Constituição (necessárias ao exercício do direito de defesa da sociedade), e ainda estando nós juramentados no dever de exercer a advocacia com dignidade e independência, temos aceitado passivamente inumeráveis agressões a nossos direitos, com encolhimento acentuado do respeito necessário ao exercício da profissão.
 
Costume, falta de coragem ou benefício do sistema! Pergunto: Alguns destes fatores, apontados por La Boétie como causas da servidão voluntária, nos impedem de lutar por nossa liberdade profissional?
 
Não é incomum que advogados passem de defensores à condição de réus. Por portaria, são impedidos de se entrevistar com clientes presos. Multiplicam-se placas e avisos nas portas dos gabinetes de magistrados proibindo a entrada de advogados. Horários de funcionamento da justiça foram reduzidos. Sigilo entre advogado e cliente é livremente quebrado e advogados são grampeados. A vileza, enfim, ameaça nossa profissão e já se abate sobre nossos honorários. Os exemplos, enfim, reduplicam-se assustadoramente.
 
A OAB, por sua vez, preferiu ser “amiga do rei”. Imiscui-se, infelizmente, pelas veredas do pragmatismo e das facilidades, vendendo a honra da advocacia por um punhado de pequenos favores e privilégios destinados aos seus dirigentes de plantão (esse assunto, em particular, merece outro artigo).
 
A nova geração da advocacia não pode se acostumar a este estado de coisas! Nem deixar que o temor predomine sobre a necessidade de defender nossa liberdade. E, sobretudo, não pode prevalecer entre nós, advogados, amantes do direito e da justiça, a ideia de que é melhor ser “amigo do rei” do que lutar contra a opressão que aflige nossa profissão.
 
A verve da advocacia está sujeita, invariavelmente, à liberdade com que atua o advogado. Quando damos lugar ao comodismo e ao medo, ou se preferimos a conveniência ao invés da liberdade, estamos sacrificando a própria essência da advocacia e colocando em risco nosso próprio futuro.
 
Acredito que o advogado precisa compreender-se novamente como um ser livre e intrépido, que tem seu escudo forjado pela Lei e pela Justiça, não havendo temor em sua atuação profissional. Isso é o que queremos! Isso é o que esperamos: Liberdade à advocacia!
 
Que 2018 seja um ano de vitória!
 
(*Jully Heyder da Cunha Souza é advogado em Campo Grande, professor universitário e foi secretário-geral adjunto da OAB-MS 2013/2014 - jullyheyder@gmail.com)



Autor: Marcia Scherer (*) , 30 Novembro 2017 às 15:30 - em: Falando Nisso

Quem aí já escutou a Anitta? Não estou perguntando quem ouviu suas músicas, estou perguntando quem escutou o que ela tem para falar, em entrevistas, nas letras de seus sucessos. Você já a escutou?
 
Me incomodou muito essa polêmica sobre a Mulher do Ano, onde várias pessoas julgaram que a cantora, empresária, mulher, Anitta não merecia o título.
 
Eu gosto da Anitta. Pra mim ela personifica um novo tipo de feminismo, se é que posso falar assim. Ela é dona do seu nariz, devidamente moldado por um procedimento cirúrgico, fala o que pensa e, principalmente, pensa. Ela é uma mulher estratégica, sua carreira é conduzida por ela mesma, todos os seus passos são medidos milimetricamente. A carreira vai bem, obrigada, inclusive cruzando fronteiras.
 
Ah Marcia, mas ela vive de explorar o corpo, é uma mulher objeto. 
Objeto de quem?
 
Dela mesma, meus queridos. Observem a letra do sucesso que a lançou, Show das Poderosas: "Se não tá mais à vontade, sai por onde entrei | Quando começo a dançar, eu te enlouqueço, eu sei | Meu exército é pesado, e a gente tem poder | Ameaça coisas do tipo: Você!"
 
Essa letra, que é dela, é tipo um foda-se, eu faço o que eu quiser, se não gostou vaza!
 
Tem também a letra de 'Na sua cara', sucesso internacional: "Se você não vem, eu vou botar pressão | Não vou te esperar, tô cheia de opção | Eu não sou mulher de aturar sermão |Me encara, se prepara | Que eu vou jogar bem na sua cara". Definitivamente Anitta não é do tipo de mulher que é usada. É ela quem usa.
 
Uma das coisas que admiro na Anitta é sua capacidade de resposta. Ela usa a impulsividade típica da juventude com maestria, transformando o que na boca de outras pessoas da sua idade seria um desastre, em verdadeiras aulas de humanidade e inteligência.
 
Aliás, Anitta, como todo jovem, é habitue das redes sociais e parece estar sempre ligada em tudo que envolve seu nome, interagindo e respondendo na lata às críticas e às mentiras.
 
Recentemente um pastor e vereador do Rio de Janeiro a chamou de "vagabunda de quinta" em suas redes sociais. A resposta da artista veio rápida e certeira, confira alguns trechos da resposta: "Sou cantora, empresária, compositora, coreógrafa e outros negócios (que não são da indústria pornográfica) mas que são tantos que teria que ficar algumas horas aqui escrevendo. Dou emprego pra aproximadamente 50 famílias diretamente... Sei como é importante e estratégico usar um nome de notoriedade na mídia para ganhar e espaço e assim começar a divulgar seu trabalho próximo ao ano eleitoral". E a repercussão negativa ao pastor vereador crítico foi tanta que ele se viu obrigado a pedir desculpas (bem feito, quem mandou julgar).
 
Anitta nasceu Larissa, cantava desde os oito anos em um coral da igreja católica, fez curso técnico de administração e já estagiou na Vale. Sempre lutou pela carreira e foi no funk que fez sucesso.
 
Sei que muitas das críticas negativas contra ela vêm do uso e abuso da sensualidade em sua carreira. Ela usa roupas provocantes, que mostram tudo e um pouco mais, ela rebola e se movimenta de um jeito que chega a ser lascivo e as letras da maioria das suas músicas não são das mais pudicas.
 
Mas como já a ouvi falando, esse é o nicho que ela escolheu para fazer sucesso, porque ela admite que sempre quis ter sucesso, mais um ponto pra ela, não é hipócrita.
 
Muitas dessas críticas em relação ao vestir e dançar da cantora vêm do fato da nossa sociedade não admitir que uma mulher decida o que quer ser, porque Anitta não é mulher manipulada ou subjugada, ao contrário, ela se veste, fala e age como bem entende.
 
Pra mim esse julgamento é o mesmo que ocorre sobre todas as outras mulheres: se ganhou aumento deve ter dado pro chefe; olha só a roupa dela, depois reclama se for estuprada; essa mulher é uma louca, gritou comigo porque eu a interrompi; e por aí afora.
 
Assessoro uma advogada, política, que tem uma personalidade forte, a dra. Ritva. Ela é uma mulher que está sempre de salto alto, decotes, roupas justas, é uma mulher exuberante. Algumas pessoas (homens) já vieram me falar que tenho que mudar o jeito dela, onde já se viu política de salto alto, daquele jeito. Mas gente, ela é assim, é o que a faz única e é o que a diferencia e não vamos mudar nenhuma mulher porque alguns homens acham que ela não deve ser assim. Jamais!
 
Entenderam a relação com a Anitta? A mulher conquistou sucesso, dinheiro, tudo com seu talento artístico e sua visão empresarial, aí a sociedade vem dizer que ela não merece prêmio e o que é mais cruel ainda, vem querer comparar com a professora que morreu salvando crianças, como se só uma mulher no mundo pudesse ser homenageada. Como se só quem segue o papel que a sociedade quer de mulher (professora, cuidando e salvando crianças) pudesse ser digno de prêmio.
 
Gente, é óbvio que a professora merece todas as homenagens do mundo, foi uma heroína. Mas a Anitta também merece, ela é, sim, digna de receber prêmio, ela merece respeito. É injusto e cruel comparar as duas mulheres.
 
Então antes de odiar a Anitta, escute o que ela tem a dizer, sem preconceitos, sem se ater apenas ao que ela canta (que não faz meu estilo), à roupa que usa. Deixe o preconceito de lado e escute a empresária, a artista de sucesso, a mulher do ano, você vai se surpreender e, provavelmente, vai concordar que ela também merece o prêmio.
 
(*Marcia Scherer, publicitária e especialista em marketing político é sócia do Bureau de Planejamento, é briguenta, fala o que pensa e ama Campo Grande)