Na semana passada recebi convite de um amigo, professor de história de uma instituição que atende jovens e adolescentes na periferia de Campo Grande, para debater as candentes questões políticas brasileiras. Devo confessar que sou um pouco avesso a este tipo de atividade pedagógica porque ela me parece descolada dos interesses dessa meninada alegre e dançante, forjada pela escassez de recursos, de um lado, e pelo estímulo permanente ao consumismo, de outro. Mesmo assim topei participar do “evento”, motivado por uma curiosidade, digamos, “sociológica”, porque a interlocução com pessoas que vivem experiências diferentes da sua sempre acrescenta novos ingredientes à sua capacidade de espanto.
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Parcela da classe política já sabe – por experiência vivida e relatada - que o grande problema dos escândalos atuais, principalmente quando alguém importante vai preso (e são muitos os encarcerados no momento), não se constitui propriamente nas estratégias das defesas judiciais nem na delação premiada, e, sim, nas reações inesperadas das famílias diante dos fatos e seus desdobramentos na mídia.
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No momento em que eu havia me comprometido a entrar de férias nesta prazerosa arte da escrita, o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) me inspirou a sentar, pesquisar e escrever este texto. Fazer o quê? Quando bate a inspiração não se pode perder a oportunidade. Então vamos lá. Devido a seu destaque nos últimos dias, principalmente após a famosa carta endereçada a presidente Dilma Rousseff (PT), lembrei-me que algumas vezes na história de nossa República, que completou 126 anos de vigência, alguns vice-presidentes marcaram a política nacional.
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No caleidoscópio midiático sobre a crise brasileira, em meio a cartas de amor, sopapos entre parlamentares, gritos de tribunos de fachada, denúncias de corrupção e manobras de bastidores, é natural – até por uma questão de interesse local – que fiquemos atentos às ações e declarações dos membros da bancada sul-mato-grossense. São nossos senadores e deputados federais que estão lá em Brasília, mostrando de que lado ( e como) estamos no processo político. Eles são um pouco de cada um de nós nesse cenário de horror que poderá redefinir o poder no País nos próximos meses.
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Logo que o deputado Eduardo Cunha acatou pedido de impeachment da presidente Dilma, na semana passada, e mandou que a carruagem seguisse para o inferno, o telefone começou a tocar: “e agora, o que vai acontecer?”. Nesses momentos, tenho uma resposta padrão: “tudo; inclusive nada”. Ou seja: o momento não é para conclusões apressadas. Devemos observar o movimento, assistindo de camarote como as damas e os cavalheiros vão se comportar na hora da dança.
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Na sexta-feira, dia 27 de novembro, tivemos as últimas eleições para as seccionais das OABs de todo o País, definindo os conselhos e diretorias do próximo triênio, bem como os 81 conselheiros federais que irão compor o Conselho Federal a partir de 1º de fevereiro de 2016. Alguns nomes já são conhecidos em Brasília e outros foram eleitos para o cargo pela primeira vez. Entretanto, as incertezas continuam as mesmas dos últimos mandatos.
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A luta pela advocacia tem como fundamento a luta pela justiça, pela igualdade, pela cidadania, pela dignidade do ser humano e, enfim, pelos interesses mais gerais da sociedade. Esta é a compreensão que sempre guardamos da nossa Instituição, guardiã histórica de todos esses valores, mesmo porque a OAB não pode ser compreendida, tampouco tratada por seus gestores, como um mero sindicato de advogados, voltado unicamente aos interesses corporativos, que é justamente uma concepção que nega a razão institucional e as finalidades mais nobres insculpidas em nosso próprio Estatuto e na Constituição Federal.
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Na última sexta-feira, 20 de novembro, Mansour Karmouche sagrou-se vencedor nas eleições para a presidência da OAB – Seccional de Mato Grosso do Sul. A eleição foi considerada por muitos como sendo um pleito histórico, uma vez que existiam 6 (seis) candidatos na disputa. Para que a Ordem volte ao lugar de onde jamais poderia ter saído é preciso que os advogados, independente de quem tenham apoiado nessas eleições, estejam unidos em prol de um único projeto que é o de resgatar a OAB dos velhos tempos, ou seja, uma OAB destemida, aguerrida e sempre pronta para uma boa briga.
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O PSDB parece atônito com as circunstâncias da crise que abalou o País depois das eleições de Dilma. Seria natural que, com o processo de esboroamento do PT, o PSDB assumisse o protagonismo do processo político, criando uma agenda nacional que indicasse caminhos para superar a bagunça econômica e o caos congressual que estamos vivendo. Não fez uma coisa nem outra.
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Dante Filho (*)
Dante Filho (*)
Wagner Cordeiro Chagas (*)
Dante Filho (*)
Dante Filho (*)
Dante Filho (*)
Murilo Marques (*)
Jully Heyder (*)
Paulo Roberto Canhete Diniz (*)
Dante Filho (*)