Com 38 votos a favor e 29 contra, o Senado aprovou aumento do limite de gastos de órgãos públicos com publicidade em ano eleitoral. Já aprovado pela Câmara em março, o texto segue agora para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Dentre os que votaram contra, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) disparou críticas contra a medida. "Isso é imoral, isso é vergonhoso", disparou a senadora, insinuando que o dinheiro pode ser usado para bancar "fake news" pelo presidente e pré-candidato à reeleição Jair Bolsonaro.
Leia maisJoe Biden virou "garoto propaganda" da campanha de vacinação contra a gripe no interior de Mato Grosso do Sul. Uma foto do presidente dos Estados Unidos tomando vacina contra covid-19 em dezembro do ano passado foi usada na atual campanha de vacinação contra a gripe pela Prefeitra de Costa Rica, cidade 384 km distante de Campo Grande. Na imagem, a logomarca do Sistema Único de Saúde (SUS) foi colada digitalmente no jaleco da enfermeira que aplica a vacina. Procurado, o dono da agência responsável pela publicidade da prefeitura, Patrick Lemos, disse ao site G1 MS que o uso da imagem de Biden foi intencional, para chamar a atenção das pessoas sobre a importância da vacinação.
Padres e leigos conservadores que controlam parte do sistema de emissoras ligadas à Igreja Católica, ligados à ala que diverge politicamente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), prometeram "mídia positiva" para ações do Planalto na pandemia da Covid-19 durante uma videoconferência feita no dia 21 e divulgada hoje pelo Estadão de S.Paulo. Um dos pedidos mais explícitos, segundo o jornal, foi feito pelo padre Welinton Silva, da TV Pai Eterno, ligada ao Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), que afirmou que a TV Pai Eterno, há um ano no ar, passa por dificuldades e espera uma aproximação com a Secretaria de Comunicação (Secom) para oferecer uma “pauta positiva das ações do governo" na pandemia da covid-19. Veja o vídeo reproduzido pelo jornal.
O governo federal voltou atrás depois de enviar e-mail a estatais como Petrobras e Correios determinando que peças de propaganda fossem submetidas à Secretaria de Comunicação (Secom), subordinada à Secretaria de Governo, após Jair Bolsonaro de vetar um anúncio do Banco do Brasil (leia e veja o vídeo aqui). A Secretaria de Governo informou na noite anterior que as propaganda não serão submetidas à Presidência da República porque isso feriria a Lei das Estatais. O ministro Santos Cruz disse ao O Globo que a decisão de interferir na publicidade de estatais “não tem validade”, porque fere normas do próprio governo. Indagado se o vídeo do BB voltará a ser veiculadado, respondeu: "Se vai ou não, é problema do presidente do Banco do Brasil".