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Texto que prevê multa de 50% do valor pago a quem desistir do imóvel na planta voltará à Câmara após alterações no Senado

Quem desistir da compra de imóvel na planta poderá ter até 50% do que pagou retido pela construtora, conforme o Projeto de Lei nº 68/2018, que define regras para o distrato imobiliário, aprovado no Senado na terça-feira. Defensores, dizem que a medida dará mais segurança jurídica às empresas e vai estimular investimentos no setor. A proposta permite atraso de até 180 dias na entrega do imóvel, sem ônus para as construtoras. Acima disso, o consumidor terá o direito de desfazer a compra e poderá receber de volta, em 60 dias, tudo o que pagou, além da multa prevista em contrato. Se não houver multa, o cliente terá direito a 1% do valor desembolsado para cada mês de atraso.

A senadora Simone Tebet (MS), líder do MDB, disse que ser a favor da segurança jurídica às incorporadoras, mas classificou o texto como "presente de grego", pois "apesar da multa de 50% ao consumidor não define mesma pena para empresa que não entregar no prazo". Uma emenda aprovada ontem deixa claro que as multas não se aplicam a financiamentos da Caixa, como os do Minha Casa Minha Vida. Após a sessão, Simone disse no Twitter (leia abaixo) que não conseguiu "derrubar a multa", mas acredita que, como o projeto do deputado Celso Russomano (PRB-SP) terá de voltar à Câmara após alterações, a proposta poderá ser revista.





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Dos 513 deputados que vão assumir as cadeiras em 2019, 277 disseram ao Estadão ser favoráveis à discussão da reforma

Daciolo e Feliciano se explicam para uma das pessoas que estava filmando a discussão no plenário da Câmara
Os deputados Cabo Daciolo (Patri-RJ) e Marco Feliciano (Pode-SP) bateram-boca durante a sessão da Câmara, ontem. A discussão filmada por pessoas no plenário aconteceu quando Feliciano foi tirar satisfações com Daciolo por ter dito em um vídeo na campanha que ele, que é evangélico, tem ligações com a maçonaria. Nas imagens, Feliciano repete "seja homem" e diz que o colega terá de responder no Conselho de Ética da Casa. 
 
Depois, Feliciano olha para uma das pessoas que está filmando e diz: "O mesmo Deus que disse que a ele que seria o presidente da República foi o que disse que eu sou maçom". Os dois, então passam a falar ao mesmo tempo e Daciolo reafirma que a verdade vai aparecer. "E tem mais. Tem Pomba aí. Tem Pombagira aí", diz Daciolo. Feliciano faz um gesto de espanto.
 
Após a discussão, Daciolo disse ao Estadão de S.Paulo que citou Feliciano e Silas Malafaia como exemplo do envolvimento deles com a maçonaria. "Maçonaria essa que está no poder desde sempre no nosso País". E acrescentou: "Vamos esperar o tempo, Deus vai revelar. Eu só pedi para eles se arrependerem e virem para Jesus e ficarem no primeiro amor, no caminho do senhor Jesus que é amor, não comercializar a palavra de Deus".
 

Feliciano afirmou ao jornal que não há demérito em ser maçom, "só que o evangélico pentecostal não se envolve com a maçonaria". Declarou que o vídeo de Daciolo o fez perder votos: em 2014 obteve 398.087 e agora foi reeleito por SP com 239.784 votos. O deputado disse que nunca teve qualquer ligação com a maçonaria e que tentou confrontar Daciolo antes, mas o deputado "fugiu". "É uma lástima porque traz um prejuízo para a comunidade evangélica", comentou.

 

Veja o vídeo da discussão.





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