O desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), suspendeu parte dos efeitos de resolução da Câmara dos Deputados que declarou a perda de mandato do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha, "tão somente quanto à inelegibilidade e proibição de ocupar cargos federais". A decisão abre caminho para que Cunha possa ser candidato nas eleições deste ano.
Leia maisRenan Calheiros (AL) partiu para o ataque à Simone Tebet (MS) na disputa pela indicação do MDB à Presidência do Senado. Escreveu no Twitter que o único apoio que a senadora deve ter na cúpula do partido deve ser "do Eduardo Cunha - através de Carlos Marun". Em mensagem enviada neste domingo para grupos do MDB no WhatsApp, o ex-ministro Marun rebateu: "Leio agora que este boquirroto e falastrão denominado Renan Calheiros usou sua mídia social para se referir a mim, coisa que por si só me desagrada. Ironiza um apoio meu a candidatura de Simone Tebet. Infelizmente não posso apoiá-la, por tratar-se de assunto interno do Senado Federal, mas confesso que torço para que ela vença esta disputa com o atraso e com a maracutaia representados pela candidatura deste senador infelizmente reeleito, mas que não honra sua Alagoas e que enoja o Brasil." Leia abaixo as postagem de Renan.
Temer e Romero Jucá disseram-me que não apostam na divisão. Deve ser o apoio do Eduardo Cunha - através de Carlos Marun (agora no Paraná, na Itaipu) - principal estrategista desse empreendimento.#eleicaosenado#mdb#somostodosmdb#congressonacional
— Renan Calheiros (@renancalheiros) 25 de janeiro de 2019
Bengalada pela culatra 2
Postado: 21 Novembro 2018 às 11:00 - em: Principal
A aprovação da PEC da Bengala que estendeu de 70 para 75 anos a idade limite para aposentadoria de ministros do Supremo, pelo grupo liderado pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), em 2015, foi um tiro no pé. Conforme divulgado em junho aqui no Blog – leia Bengalada pela Culatra – a PEC mirava Dilma, que ficou sem poder nomear cinco integrantes da Corte, mas se voltou contra o MDB, pois Temer também perdeu as nomeações, e só indicou Alexandre de Moraes por causa do acidente que matou Teori Zavasck. Agora, a Folha informa que ministros do STF advertem que também será um tiro no pé a movimentação de bolsonaristas para derrubar a PEC da Bengala. Caso isso seja aprovado, afirmam, a mudança não atingiria os atuais ministros, só os que vierem a ser nomeados pelo governo Bolsonaro em diante.