Papo de Arquibancada


O meia Paulo Henrique Ganso, uma das principais revelações do Santos e do futebol brasileiro, tem na história de vida um drama familiar. Filho de uma relação passageira de Amarildo, ex-jogador do Remo, com uma empregada doméstica que prestava serviços para a irmã do craque da equipe paraense, Ganso foi abandonado pela mãe biológica ainda bebê e, em outubro de 1989, foi adotado por Julio Tavares de Lima e Maria Creuza Tavares de Lima, na cidade de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. A história foi revelada pela primeira de uma série de reportagens que o diário Lance! está escrevendo sobre o jogador que a torcida queria que Dunga tivesse levado para a Copa.


Conforme a matéria, o pai de Ganso, Amarildo, largou o futebol profissional em função de uma lesão no joelho, logo após o nascimento do garoto. "Atormentado com a paternidade inesperada, refugiou-se em Laranjal do Jari, cidade pobre de 40 mil habitantes no interior do Amapá, divisa com o estado do Pará. Passou a ver Paulo Henrique poucas vezes, mas na condição de tio. O jogador santista, mesmo sabendo da verdade desde criança, sempre chamou Creuza de mãe e Julio de pai. Não mantém contato com a mulher que o trouxe ao mundo. Nem quer aproximação, dizem os amigos. No Pará e no Amapá, muita gente sabe da história, que se espalhou após a fama meteórica do jogador. Mas o caso é mantido em sigilo para o Centro do país. Nem que o jovem é adotado a família costuma falar durante as entrevistas", revela o diário esportivo.


O jornal procurou os pais adotivos de Ganso, que preferiram não falar. "Disseram que voltariam a conversar com a imprensa somente após a Copa. Conforme amigos e familiares, eles estão se preparando para tornar o assunto público, já que cresce o interesse pela vida do astro do Santos".

 

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O deputado Silvio Torres (PSDB-SP) que foi relator da CPI da CBF/Nike em 2001 e o presidente da CBF Ricardo Teixeira bateram boca ao término de audiência pública ontem na Câmara que discutiu o andamento das obras para a Copa do Mundo de 2014. A origem da discussão foi uma intervenção feita por Teixeira sobre um requerimento enviado à Fifa, questionando a possibilidade de o Brasil deixar de ser sede da Copa. Além disso, o documento também continha a pergunta se o número de cidades-sede poderia diminuir. "Considero um desserviço que você leve diariamente para o exterior declarações dizendo que o Brasil não tem condições de sediar a Copa, além de internacionalizar um problema político interno", disse Teixeira ao deputado. "Esse questionamento foi motivo de chacota no comitê executivo da Fifa. Se você procurar os 23 membros, eles vão dizer que é um absurdo que o Brasil perder a Copa", disse ainda o soberano da CBF sem citar o nome do deputado tucano. A Fifa recebeu o documento na semana passada mas até agora não respondeu. Mas o motivo de o presidente da CBF ter comparecido à audiência pública, diz Torres, foi o próprio envio do requerimento.


Silvio Torres pediu direito de resposta. "Fui citado indiretamente e gostaria de explicar o motivo do requerimento", afirmou. A presidente da Comissão de Turismo e Desporto, Raquel Teixeira (PSDB-GO), não concordou e tentou encerrar a sessão. Torres ainda tentou argumentar, mas a presidente da comissão não deixou brechas. Ricardo Teixeira começou a se despedir dos deputados e o deputado deu o "pontapé" inicial abrindo a discussão:


Sílvio Torres - O senhor me acusou de ser contra a Copa do Mundo. Eu tenho direito de resposta.


Ricardo Teixeira - Eu não sou seu empregado para ficar aqui e responder.


Sílvio Torres - O senhor não está acostumado a ouvir críticas. E vai ouvir. A comissão foi desrespeitada, eu exigo a minha resposta.


Raquel Teixeira - Vamos encerrar, o Ricardo Teixeira já colaborou bastante.


Sílvio Torres - Não, ele não colaborou nada! A última vez que o senhor veio aqui foi porque foi obrigado pela CPI.


Ricardo Teixeira saiu sem falar com a imprensa sobre a discussão com o deputado. Torres disse que a atitude do presidente da CBF mostrou profundo desrespeito com o parlamento. E ainda criticou a postura da presidente da Comissão, Raquel Teixeira, que não deu oportunidade para o direito de resposta. (As informações são do site Congresso em Foco)

 

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