Papo de Arquibancada


Se esses atletas jogassem no Brasil, pensa só o que os narradores esportivos falariam nas transmissões de futebol... Depois do goleiro Lukasz Merda, de 30 anos, que atua no MKS Cracovia, da Polônia, que já foi tema de nota aqui na seção PAPO DE ARQUIBANCADA, uma atleta do futebol europeu chama a atenção da imprensa esportiva brasileira por causa do nome: Ana Buceta, jogadora da seleção sub-20 da Espanha que foi destaque hoje na seção de Esportes do site do jornal Folha de S.Paulo. Conforme o jornal paulistano, com 17 anos a meio-campista é tida como uma das grandes revelações de seu clube, o El Olivo, disputou o último Campeonato Europeu de seleções sub-19, em junho. "A Espanha foi eliminada ainda na primeira fase, após derrotas para França (1 a 0) e Holanda (2 a 0). Na vitória sobre a Macedônia (6 a 0), no entanto, Ana Buceta fez um gol. Segundo a imprensa local, Ana Buceta tem propostas para se profissionalizar, mas, antes, quer terminar os estudos na Galícia, região onde mora. Ela já havia disputado o Campeonato Europeu sub-17 pela Espanha", conta a Folha Online.

 

Espanhol é fácil...


Para quem quer tentar explicar o nome da jogadora não confundir alhos com bugalhos, ou para quem costuma dizer que espanhol pra quem fala português é praticamente igual, veja abaixo a tradução literal:


– “La vien un tarado pelado consu saco en las manos corriendo atraz de la buseta.”

 

– “Lá vem um tonto careca com seu paletó nas mãos correndo atrás do microônibus.”

 

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Foi preciso sete jogos para o Palmeiras vencer sob comando do técnico Luiz Felipe Scolari. Com Danilo marcando logo aos 3 minutos do primeiro tempo e Ewerton, aos 31, o Verdão bateu o Atlético Paranaense hoje no Pacaembu. E olha que o Furacão ficou quase todo o segundo tempo com um jogador a mais, depois que Tadeu foi expulso. 

 

E o Felipão também foi expulso de tanto reclamar da arbitragem, mas fez questão de dar seu showzinho particular ficando no gramado. Para sair teve de ser conduzido pelo quarto árbitro até o vestiário. Depois, culpou a imprensa. Disse que não saia do campo porque os jornalistas o estavam cercando, metendo microfone na cara, enfim, essa velha conversa fiada de gente que chega lá em cima com ajuda da mídia e quando tropeça dá chilique ao ver divulgarem que não são semideuses que imaginavam ser. 

 

A história de Felipão é bastante parecida com a de Dunga. O final é que foi diferente. Derrotado, aquele acabou virando chacota da mídia neste ano. Se vencesse, iriam ter de o engolir, como já disse uma vez o velho lobo Zagalo. Scolari, por sua vez, manteve a pose de marrento e galgou notoriedade e fama como vencedor de uma Copa em que peitou a crítica generalizada de não ter convocado Romário em 2002. Se perdesse seria também crucificado.

 

Agora, o técnico que exibe segurança e pose de durão quando é elogiado, mas fica verde de raiva e coloca a culpa na imprensa quando perde, enfim venceu uma em seu retorno ao Palmeiras. Provavelmente deve se acalmar. Se continuar ganhando e começar a ser de novo bajulado, claro.  Senão...

 

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