Papo de Arquibancada








A mais longa partida da história do tênis mundial já dura 10 horas de jogo no Torneio de Wimbledon. O confronto do estado-unidense John Isner e o francês Nicolas Mahut (ambos ouvindo o árbitro e aproveitando para tomar um folêgo, na foto) começou na terça-feira, mas foi interrompida quando Isner venceu o quarto set pois não havia mais luz natural em Londres. Eles retomaram o embate às 10h (DF) de quarta-feira e como até às 17h (DF), cerca de 21h de Londres, não havia vencedor do quinto set empatado em 59 a 59 o jogo teve, de novo, de ser interrompido por falta de luz natural. A última parcial durou 7h06m, nova marca para o set mais longo da história do esporte.

 

– "Estamos lutando como nunca fizemos antes. Alguém tem que vencer, então vamos voltar amanhã. A torcida queria ver o fim, mas não deu", afirmou Mahut. "Isto nunca mais vai acontecer. Não sei o que dizer. Ele sacou incrivelmente, eu saquei incrivelmente. Gostaria de ver as estatísticas", disse Isner. Ele conferiu depois que nas 10 horas que ficaram em quadra eles disputaram 877 pontos, fizeram 193 aces e converteram só dois break points.

 

No Twitter, outros tenistas expressaram espanto: "Esta partida não existe", escreveu Andy Roddick. "Eles estão quebrando todos os recordes. Alguém, disque 911!", brincou o indiano Mahesh Bhupathi. "Que loucura!", disse o argentino Juan Mónaco. "Ninguém precisa urinar?", perguntou Roddick quando o quinto set passava de 5 horas de duração. Nesta quinta-feira eles retomam a impressionante partida para saber, afinal, quem será o vencedor que enfrentará o holandês Thiemo de Bakker. Seja Isner ou Mahut o classificado, eles já entraram definitivamente para a história do esporte.

 

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Milhares de torcedores telespectadores e internautas estão ficando do lado de Dunga na briga contra a Globo. Conforme Ricardo Feltrin, autor da coluna "Ooops!" do site UOL, nas últimas 48 horas a Globo está recebendo milhares de e-mails e sendo achincalhada em redes sociais e até dirigentes da emissora estariam divididos sobre o caso. "Para alguns diretores, há o risco de, em uma eventual derrota do time brasileiro, a emissora ser responsabilizada pelo telespectador, angariando antipatia", escreveu o colunista. Ele afirma que o motivo da briga é o fato de o técnico ter cortado "mordomias" que a Globo sempre teve em eventos esportivos.

 

O jornalista Maurício Stycer, também do UOL, divulgou que a emissora havia negociado com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, entrevistas exclusivas com jogadores da seleção, como Luis Fabiano etc. Mas Dunga rejeitou e impediu as entrevistas. A polêmica veio à tona quando Dunga xingou de "cagão" o repórter Alex Escobar, da SporTV, canal por assinatura da Globo, durante a coletiva após a vitória sobre a Costa do Marfim no domingo. O jornalista seria encarregado de organizar as entrevistas "exclusivas" que não ocorreram e por isso seria o profissional da emissora incubido de bater de frente (pessoalmente) com o técnico.

 

Apoios e resposta da Globo


No Twitter, onde apareceu até um perfil autodenominado "CALABOCAGLOBO" (imagem acima) foram postadas mensagens de apoio a Dunga por anônimos e celebridades como o humorista Danilo Gentili, do "CQC", que postou: "O Dunga é pago pra ser vencedor da copa do mundo e não do concurso de Miss Simpatia. Parem de viadagem, vai." O escritor Paulo Coelho também "tuitou" na rede apoio ao técnico: "Segura a onda, Dunga. Já apanhei muito e sei: batalha fora do campo é batalha perdida".

 

A resposta da Globo em nota oficial foi: "O único movimento do qual a TV Globo faz parte é de torcida pela seleção brasileira. No mais, queremos apenas que nossos profissionais sejam tratados com o mesmo respeito com que desempenham seu trabalho." A coluna "Ooops!" do UOL disse que questionou a emissora, que negou haver uma "equipe" destinada a conter a crise, "porque não há crise alguma".

 

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