Papo de Arquibancada








Humorista-repórter corintiano alfinete e a panicat Nicole



Murtinho venceu o favorito Antonio João nos pênaltis após empate em 2 a 2



Do site do Cláudio Humberto (DF) neste sábado: 

Um episódio ainda não revelado e movido a tensão de ambos os lados mexe com os brios do governo federal e da FIFA. Há 15 dias o presidente da entidade, Joseph Blatter, mandou carta em tom ameaçador à presidenta Dilma Rousseff. Em outras palavras, disse que se o país não acelerasse as obras dos estádios e não enviasse a Lei Geral da Copa para o Congresso, a FIFA não terá outra alternativa a não ser cancelar o evento até ano que vem, prazo estipulado em acordo com o Brasil, e anunciar a Copa em outro país. 
 
A Casa Civil deu celeridade, então, ao envio do projeto, mas aí a situação desandou de vez. Os advogados da FIFA no Brasil não gostaram do que leram. Eles esperavam outro projeto, já acordado com o governo. Entre pontos polêmicos está a venda de meia-entrada para idosos, o que a FIFA veta e vetou em eventos anteriores. Não há objetividade também sobre as regras para comércio e publicidade em torno dos estádios. A FIFA tem exclusividade sobre esses termos, principalmente com a venda de uma cerveja estrangeira que é parceira da entidade, mas o governo não deixou claro se a cervejeira da FIFA terá exclusividade nos acessos aos estádios. Nos corredores da FIFA, há quem diga que Estados Unidos e Alemanha, que sediaram Copas recentes, estão sob alerta.
 
NOTA DO BLOGUEIRO Acostumados com blefes de poderosos na política tupiniquim, brasileiros consideram esse tipo de ameaça de Blater à Dilma, em evento tão grandioso, pura bravata. Mera pressão da Fifa para ampliar vantagens no negócio, ou negociatas a supor por denúncias diversas que viraram rotina na imprensa internacional.
 
Porém... brasileiro razoalvemente informado sabe que graças a um compatriota com nome de gringo, o Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange, mais conhecido por João, a Fifa tem mais representatividade do que a ONU. Sabe também que o cronograma da Copa em seu país está, deveras, uma lambança e motivos justos para cancelar a copa no país não faltam. Sabe ainda que países bem mais poderosos como os citados pelo ex-porta-voz de Collor têm, sim, interesse em sediar o evento, com muito mais competência e bem menos indícios de maracutaias.
 
Vai daí que a ameaça de "pé na bunda" que, conforme Humberto, teria sido proferida por Blater, pode até ser um mero blefe. Mas, neste caso, pagar pra ver pode sair bem caro.