Um dia depois de o Inter cair pela primeira vez à Série B do Brasileirão, o ex-presidente do clube gaúcho, Fernando Miranda, deu um soco no rosto do jornalista Julio Ribeiro, ao vivo, ontem, durante o programa Cadeira Cativa, da Ulbra TV. Os dois discutiam os motivos que levaram o Colorado a cair e trocavam ofensas quando Miranda levantou e agrediu Ribeiro. No Facebook, o jornalista, que é torcedor do Inter, prometeu processar Fernando Miranda. Veja aqui o vídeo.
Após o empate em 1x1 com o Fluminense que rebaixou pela primeira vez o Internacional para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o deputado federal e mais conhecido torcedor do clube em Mato Grosso do Sul – o colorado "doente" Carlos Marun (PMDB-MS), lamentou a derrota em vídeo. Mas, ao lado do seu labrador Pimpão, reafirmou sua confiança na volta do clube porto-alegrense à série A em... 2018. Veja aqui o vídeo.
Depois de se unir em um evento em frente ao Pacaembu para homenagear vítimas da Chapecoense (leia aqui) no domingo, as quatro principais torcidas organizadas paulistas – Gaviões da Fiel, do Corinthians; Mancha Verde, do Palmeiras; Independente, do São Paulo: e Torcida Jovem, do Santos – pretende ir além. Ontem, os presidentes das quatro torcidas procuraram a delegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da capital paulista, Elisabete Sato, para propor um pacto de paz. Com o slogan de “mais festa e nenhuma violência no futebol”, se comprometeram, já a partir do Campeonato Paulista de 2017, a acabar com as brigas entre torcedores, geralmente marcadas pelas redes sociais.
"Vamos levar o compromisso deles a quem lida da segurança do futebol da Secretaria de Segurança, para ver se vamos conquistar novamente a possibilidade de as famílias irem aos estádios com seus filhos pequenos ou não e suas esposas", disse a delegada à Band. "Eles vão fazer campanhas preventivas para que não haja esses embates e controlarão melhor as torcidas organizadas. Eu sou cética em relação a isso, mas quando eles nos procuram fazendo propostas, se comprometendo e dando contrapartidas, nós também temos que tentar dar um voto de credibilidade a eles", declarou Elisabete Sato.
Dentre as belas cenas de solidariedade provocadas pela comoção provocada pela tragédia que envolveu a Chapecoense, um episódio muito raro aconteceu na Praça Charles Miller – que já foi palco de violentos confrontos de torcedores em frente ao estádio do Pacaembu. Neste primeiro domingo depois da queda do avião na Colômbia, quatro torcidas organizadas dos principais clubes paulistas – a Gaviões da Fiel, do Corinthians; a Mancha Verde, do Palmeiras; a Independente, do São Paulo; e a Torcida Jovem, do Santos – se uniram em um ato para homenagear a Chapecoense. Ver grupos que há anos se tratam como inimigos posando lado a lado e postando fotos na internet prova que pessoas com pensamentos diferentes podem conviver civilizadamente. Veja aqui vídeo do evento postado por um corintiano no YouTube.
Perto de 10 horas da noite em Medellín, na Colômbia, na terça-feira, o adolescente Johan Alexis Ramíres, de 15 anos, e seu pai, Miguel, viam TV no sítio no município de La Union, quando ouviram um barulho e resolveram agir. Foram eles que ajudaram os bombeiros a encontrar o melhor caminho na mata onde terminou o trágico voo da Chapecoense. "Estavam abrindo caminho pelo morro. Mas assim demoraria e dissemos que havia um jeito mais fácil e mais rápido", contou o garoto, que chegou a participar da localização do goleiro Jackson Follmann, um dos seis sobreviventes. O "menino-anjo", como ficou conhecido entre as equipes de resgate, por pouco não foi impedido de ajudar nos trabalhos. Um policial, ao ver Ramíres e seu pai aproximando-se da aeronave, tentou pará-los, acusando-os de tentarem roubar objetos dos passageiros. "Mas um bombeiro discutiu com ele e afirmou que estávamos colaborando", explicou o garoto. O adolescente que chegou a ser chamado pela imprensa colombiana de "menino-fantasma", pois ninguém sabia quem era, foi encontrado pelo jornal El Colombiano a quem contou sua história (leia aqui).
Voar no limite da autonomia de combustível era prática comum da empresa LaMia, que operava o voo que fez 71 vítimas no trecho entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín, na terça-feira, para onde levava o time da Chapecoense. "Nos últimos quatro meses, o Avro RJ-85 realizou cinco voos com mais de quatro horas de duração, sem escala para abastecimento, entre eles o que levou a Seleção Argentina de Belo Horizonte para Buenos Aires, em 11 de novembro, logo depois da derrota para a Seleção Brasileira por 3 a 0, no Mineirão" diz o repórter Renan Damasceno do jornal Estado de Minas. Leia aqui.
♪ Que se escute
Em todo o continente
Sempre recordaremos
A campeã Chapecoense ♫
O refrão cantado pela torcida do Atlético Nacional, de Medellín (Colômbia) em homenagem à Chapecoense vitimada pela maior tragédia áerea do futebol mundial ontem é de arrepiar (Veja aqui o vídeo). Nesta quarta-feira, a torcida colombiana deve realizar mais homenagens à Chape. A partir das 21h45 (DF), quando deveria começar o jogo Atlético Nacional x Chapecoense, torcedores convocados pelo clube colombiano irão ao Estádio Atanásio Girardot com velas e roupas brancas para mais uma bela homenagem ao clube catarinense de Chapecó. Como já afirmaram, felizmente, internautas Brasil afora. É impossível não se emocionar com a comoção que demonstra o lado bom de ser humano despertado, infelizmente, por uma tragédia.