Garimpando História


A foto em preto e branco exibe em 1996 o bancário José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca, e seu vice Ben Hur Ferreira, em campanha pela chapa pura do Partido dos Trabalhadores na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, na histórica eleição em que o PT começou a despontar como força política em Mato Grosso do Sul. Enfrentando nomes tradicionais da política regional como Levy Dias (então no PPB) e Nelson Trad (na época no PTB), os petistas começaram a campanha na condição de azarões dividindo as últimas colocações nas pesquisas de opinião ao lado do candidato do Partido Verde (PV) Carlos Leite. Entretanto, surpreendendo todas as expectativas e rompendo preconceitos ao partido que era sinônimo de MST na Capital do estado dominado por fazendeiros, a dupla levou o candidato da situação, André Puccinelli (PMDB), para o 2º turno. Numa disputa acirrada, André venceu pela diferença de apenas 411 votos, até hoje contestada pelos petistas. Dois anos depois, Zeca seria eleito governador e Ben Hur deputado federal campeão de votos de então. No poder, as diferenças dividiram os antigos companheiros. Hoje, 13 anos depois, o número do partido, o ex-deputado petista milita no partido que é o principal adversário dos petistas em nível nacional, o PSDB. E Zeca desponta como pré-candidato ao governo para voltar a enfrentar seu histórico rival André em 2010. (Foto do arquivo do jornal Folha de Campo Grande, cedida pelos diretores Geraldo Silva e Faeza Silva)







A imagem acima retrata parte do time de governo da primeira gestão de Zeca do PT posando para fotografia no Morenão em 1999 antes de enfrentar um combinado da imprensa de Campo Grande (MS) em evento esportivo promocional. Na escalação, figuras conhecidas da política regional como o 'goleiro' e então deputado federal petista Ben Hur Ferreira (que veio a romper com seus ex-companheiros e se filiou no rival PSDB) e o então secretário-chefe da Casa Civil do governo de Mato Grosso do Sul, Vander Loubet, hoje deputado federal pelo PT (de pé à esquerda). E o primeiro à esquerda do grupo dos abaixados, Moackir Kohl (PDT), então vice-governador que, depois de romper com os petistas e ser candidato ao governo contra o próprio Zeca em 2002 na reeleição do governador) se elegeu depois prefeito de Coxim mas no ano passado não conseguiu se reeleger. Ao término das duas gestões petistas sob crise política e alvo de escândalo na mídia, o time petista, então capitaneado por Delcídio do Amaral, levou uma goleada nas urnas diante do PMDB do capitão André Puccinelli que hoje detém o título de governador. E a arquibancada de eleitores apostava que a equipe não voltaria tão cedo a disputar o campeonato eleitoral do poder. Agora apenas três anos depois e com alguns desfalques e outras contratações, como no futebol, o time petista capitaneado por Zeca cogita voltar pela disputa das urnas em 2010 e, quem diria, preocupa os rivais. A foto foi enviada à seção GARIMPANDO HISTÓRIA por Carlos Roberto Faustino Pereira (Carlinhos do PDT), leitor assíduo deste blog hoje residente em Cuiabá (MT) que pergunta:

 

- "Será que um dia vão conseguir escalar esse time de novo?"

 

E ele mesmo responde:

 

- "Acho muito difícil."













Na imagem acima registrada neste sábado (23/5/2009) segurando sua foto de 1965 quando montou seu “Bar do Taveira” que funciona até hoje na Rua José Antônio (em frente ao megatemplo local da Igreja Universal), o comerciante Wilson Alves Taveira, 69 anos, compositor nas horas vagas, é o personagem urbano que conta um pouco da história de Campo Grande (MS) nesta seção do blog.  Naquele ano, Taveira inaugurou o bar atraído pela Feira Central de Campo Grande recém-instalada na então “Rua Madeira” (atual rua Abrão Júlio Rahe). A “Feirona” havia saído do Mercadão Municipal e ficou apenas um ano na Rua Antônio Maria Coelho, próximo ao colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Naquela época, era uma feira literalmente livre: "Chacareiros da região apareciam pra vender seus queijos, frangos, frutas e outros produtos", relembra o “sêo” Taveira. “A feira começava ao meio-dia de sábado, quando todo o comércio da cidade fechava. E só terminava no meio-dia do domingo. Meus principais clientes eram os próprios feirantes. Compravam papel de embrulho e querosene para iluminar as barracas já que não havia energia elétrica no local” detalha o dono do Bar do Taveira, ponto de encontro de políticos e músicos da terra e de renome nacional como Chitaozinho & Xororó (levados ao local pelo falecido radialista e compositor do Pé de Cedro, Zacarias Mourão), Milionário & José Rico e tantos outros. Ali, inclusive, Delinha, da dupla Délio & Delinha, escreveu a letra da música “Por onde andei” que tem o bar como tema central. Com a chegada do megatemplo da Igreja Universal, a Feirona foi mais uma vez transferida, em 2006, desta vez definitivamente para a sede própria na antiga Estação da Noroeste do Brasil que impulsionou o desenvolvimento da cidade. Mas isto já é outra história...