Superlotação exposta no Hospital Regional reacende alerta sobre falta de estrutura
Reprodução de vídeo G1MS
Imagens divulgadas pelo G1MS nesta sexta-feira escancararam a situação crítica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, maior hospital público do Estado, em Campo Grande. Conforme a reportagem, a unidade operava com o triplo da capacidade na área vermelha do Pronto Atendimento Médico (PAM) adulto: o espaço projetado para sete pacientes abrigava vinte, sendo oito intubados.
Atendimento improvisado de pacientes em corredores e até em macas de ambulâncias, sem monitoramento contínuo e em condições precárias, agravadas pelo calor e pela insuficiência de climatização em alguns pontos são mostradas pela reportagem. No momento, a equipe estava reduzida (quatro técnicos de enfermagem e dois enfermeiros), o que ampliou a sobrecarga: cada técnico deveria atender até dois pacientes, mas a demanda era o dobro da capacidade.
A superlotação não se restringiu ao atendimento adulto. Na quinta-feira, segundo o site, o PAM pediátrico também operou acima do limite, com ocupação de 150% na área vermelha e 109% na verde, segundo a própria unidade.
Dados internos indicam que o problema vem se agravando ao longo dos meses: a taxa de ocupação do PAM atingiu 151% em janeiro, 148% em fevereiro e 171% em março, sempre acima da meta de 90%. No mesmo período, o número de internações subiu para 1.563 em março, bem acima da média anterior, de cerca de 1.300.
O presidente do Conselho Estadual de Saúde, Ricardo Bueno, disse ao site que o cenário é resultado, principalmente, da falta de profissionais. Segundo ele, a falta de concursos públicos há anos tem levado ao esgotamento das equipes e contribuído para o colapso no atendimento. Leia mais e veja o vídeo aqui no G1MS.
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Postado por: Marco Eusébio, 25 Abril 2026 às 08:00 - em: Principal