Santa Casa troca a cúpula, mas crise continua

Santa Casa/Divulgação
Santa Casa troca a cúpula, mas crise continua
Crise da Santa Casa se arrasta há mais de um ano
A prisão da presidente Alir Terra Lima e de diretores da Santa Casa, na Operação Antidotum, não encerra — e pode até agravar — uma crise que já se arrasta há mais de um ano no maior hospital de Mato Grosso do Sul. O problema é anterior à investigação do MPMS e envolve dificuldades financeiras, atrasos de salários, falta de medicamentos e insumos e suspensão ou redução de cirurgias e outros procedimentos.
 
Desde a prisão da cúpula, o vice-presidente Heitor Scheibeler assumiu interinamente o comando da instituição, enquanto funcionários das respectivas áreas foram chamados para ocupar as demais diretorias. A mudança administrativa ocorre justamente quando o hospital precisa manter o atendimento e enfrentar os efeitos da crise financeira.
 
No campo policial, a Operação Antidotum apura suspeitas de fraudes em contratos que teriam provocado prejuízo de pelo menos R$ 4,9 milhões à Santa Casa. A investigação aponta pagamentos sem a correspondente prestação de serviços e movimentações em dinheiro que teriam dificultado a fiscalização.
 
O desafio, agora, é separar a crise administrativa da investigação criminal e impedir que a turbulência na cúpula se transforme em mais um problema para quem depende do hospital. A troca de comando pode ser imediata; a solução para o rombo e para a precariedade do atendimento, evidentemente, não.


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Postado por: Marco Eusébio, 15 Setembro 2026 às 15:00 - em: Principal


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