Sanesul terá de informar na conta de água em Dourados risco da presença de agrotóxicos

Flávio Retratista/Agência Alems
Sanesul terá de informar na conta de água em Dourados risco da presença de agrotóxicos
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O Ministério Público Federal (MPF) deu 20 dias de prazo para a Sanesul alterar as informações divulgadas nas contas de água de consumidores de água de Dourados e em seus relatórios anuais para informar de forma clara a presença de agrotóxicos na bacia do Rio Dourados. A investigação teve início após a análise das faturas de março e abril de 2026, que, embora mencionassem a influência de atividades agrícolas e pecuárias no manancial, afirmavam não haver "riscos evidentes de sofrer contaminação", o que o MPF considerou contraditório.
 
A recomendação determina que a concessionária apresente nas contas um resumo das análises da água, destaque possíveis riscos à saúde, oriente os consumidores sobre medidas preventivas e retire a informação de ausência de risco. O relatório anual também deverá detalhar fontes de contaminação, resultados mensais das análises, limites permitidos para cada substância, número de amostras coletadas e indicar resultados fora do padrão com o aviso "Fora dos padrões de potabilidade", informa o site do MPF-MS.
 
Dados do Painel de Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos em Águas Superficiais, desenvolvido pela Embrapa Agropecuária Oeste, só nos primeiros quatro meses deste ano, 38 tipos de pesticidas foram encontrados na água do Rio Dourados. O herbicida atrazina foi detectado em 84,44% das 630 amostras coletadas no rio até abril de 2026. O levantamento também aponta aumento da variedade de pesticidas encontrados no manancial, de 20 tipos em 2019 para 43 em 2025, reforçando a preocupação após a reclassificação da atrazina e do alaclor como substâncias provavelmente cancerígenas pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc).


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Postado por: Marco Eusébio, 14 Julho 2026 às 09:15 - em: Principal


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