Protestos nas capitais pressionam Congresso contra anistia a golpistas e PEC da Blindagem
Fotos Paulo Pinto/ABr e Marcelo Victor/Correio do Estado
Com o mote "Congresso Inimigo do Povo", atos públicos reuniram apoiadores do governo Lula, integrantes de movimentos sociais e parte da população que nas últimas semanas têm demonstrado nas redes sociais descontentamento com decisões do Congresso, milhares de pessoas foram às ruas neste domingo nas capitais brasileiras e em outras grandes cidades para se manifestar contra a PEC da Blindagem e a proposta de anistia a condenados pela tentativa de golpe. Em Campo Grande a concentração começou no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho e percorreu a área central. Os atos tiveram como principais alvos parlamentares do Centrão e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que articulam as duas propostas.
No Senado, a análise da PEC da Blindagem está marcada para começar na quarta-feira, com a leitura do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), disse que o texto será o primeiro item da pauta, e que pretende “enterrar” a proposta. Conforme O Globo, Alencar afirmou que os atos de ontem foram importantes para mostrar que a PEC está “fora de sintonia” com o país. "Foi uma manifestação do povo brasileiro em várias capitais para repudiar o passe livre para o crime. Os próprios mentores da PEC já se arrependeram. É totalmente impopular", afirmou. "O texto é um absurdo, um tapa na cara da sociedade, uma vez que quer criar uma blindagem para qualquer tipo de crime cometido por um parlamentar", declarou Vieira, relator da PEC.
Sobre o projeto que trata anistia, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto na Câmara, vai conversar hoje com deputados governistas e da oposição, em reuniões separadas, para buscar um texto consensual. A previsão é que o relatório seja apresentado e votado na quarta, mas o próprio Paulinho admite dificuldade em conciliar demandas da oposição por um perdão que contemple o ex-presidente. "Já avisei que não vou conseguir fazer isso. Quem pode ajudar Bolsonaro são os advogados dele, não eu", afirmou.
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Postado por: Marco Eusébio, 22 Setembro 2025 às 08:00 - em: Principal