Operação 'Buracos Sem Fim' investiga esquema de corrupção na Prefeitura de Campo Grande

MPMS Divulgação
Operação 'Buracos Sem Fim' investiga esquema de corrupção na Prefeitura de Campo Grande
Gaeco e Gecoc cumpriram 7 mandados de prisão
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou hoje na cidade esburacada de Campo Grande a Operação "Buraco Sem Fim" que investiga suposto esquema de fraudes em contratos de manutenção de vias públicas pela prefeitura, incluindo serviços de tapa-buracos e ruas não pavimentadas. Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, inclusive na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
 
Durante as buscas, foram apreendidos ao menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos endereços, ligado a um servidor, havia R$ 186 mil em espécie; em outro imóvel alvo da investigação, foram encontrados R$ 233 mil. Segundo o MPMS, a investigação conduzida pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público aponta a existência de uma organização criminosa que manipulava medições de serviços para viabilizar pagamentos indevidos, gerando suposto desvio de recursos públicos e má qualidade das vias urbanas.
 
Um dos presos hoje, segundo o Campo Grande News, é o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese. Levantamento do Ministério Público indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões. Equipes também recolheram documentos do setor de tapa-buracos e da manutenção de vias não pavimentadas, incluindo contratos desde 2019. 


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Postado por: Marco Eusébio, 12 Maio 2026 às 11:00 - em: Principal


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