Operação Auditus 2 mira fraude de R$ 4 milhões em serviços médicos da Prefeitura de Nioaque

MPMS Divulgação/Arquivo
Operação Auditus 2 mira fraude de R$ 4 milhões em serviços médicos da Prefeitura de Nioaque
Gaeco e Gecoc participam da operação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou hoje a segunda fase da Operação Auditus, que investiga fraudes em contratos de serviços médicos da Prefeitura de Nioaque. Cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna são cumprios pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a 1ª Promotoria de Justiça de Nioaque.
 
O grupo formado por agentes públicos e pessoas ligadas a empresas, teria fraudado licitações, registrado exames e consultas que não foram realizados e desviado recursos públicos. O prejuízo estimado já supera R$ 4 milhões, segundo o site do MPMS. As investigações apontam que os gastos do município com consultas, exames e procedimentos médicos cresceram 1.713% entre 2022 e 2025. De acordo com o Ministério Público, 83% dos serviços pagos pela Prefeitura não teriam sido realizados, com documentos falsificados usados para justificar os pagamentos.
 
A primeira fase da operação ocorreu em julho de 2025, com dez mandados de busca e apreensão. A análise do material recolhido e novas diligências indicaram que o esquema seria maior e continuaria em funcionamento, com suspeita de tentativa de replicação da fraude em outros municípios de Mato Grosso do Sul.
 
O nome Auditus, que significa “audição” em latim, faz referência ao início do esquema, que teria envolvido a simulação de exames auditivos, como o teste da orelhinha em recém-nascidos. Posteriormente, a prática teria sido ampliada para outros exames, consultas e procedimentos.


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Postado por: Marco Eusébio, 13 Agosto 2026 às 12:45 - em: Principal


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