Oito de Março Heitor Freire (*)

Oito de Março

A comemoração do Dia da Mulher, este ano, alcançou uma divulgação como nunca vi anteriormente. O impacto da conscientização a favor das mulheres hoje demonstra claramente o quanto esse tema evoluiu na nossa sociedade, proporcionando uma verdadeira união entre as mulheres.
 
Os vídeos, mensagens, reportagens e diversas manifestações Brasil afora mostram como a situação da mulher está mudando. E mudando para melhor. Com justiça. A luta milenar pelo reconhecimento, igualdade de direitos e emancipação feminina está finalmente acontecendo, não sem obstáculos ainda visíveis.
 
A dimensão da mulher, com seus atributos intrínsecos, suas qualidades e sua importância, está encontrando o justo e legal reconhecimento. Aprendi que a força da mulher não começa com seu nascimento, porque, na realidade, cada uma é a continuidade de toda uma história que começou lá atrás e que se perpetuou no tempo e no espaço.  
 
A inteligência da mulher é milenar. Há uma lenda que retrata uma situação vivida no Jardim do Éden. Certa ocasião, Deus chamou Adão e Eva e disse que ele tinha dois presentes para ofertar-lhes. Seria um presente para cada um. Adão, afoito como sempre, pulou na frente e foi logo perguntando: “Qual é o primeiro, Senhor?” Deus disse: “A capacidade de urinar em pé”. Adão, que já tinha se antecipado, de imediato, proclamou: “Esse é meu!” E Deus então lhe deu esse presente. E ele, logo começou a urinar por todos os lados, nos muros, na areia, fazendo desenhos com sua urina, encantado com seu presente. Deus e Eva ficaram observando. Quando Adão se cansou, voltou-se para Deus e perguntou: “Senhor, qual é o segundo presente?” Deus disse: “A inteligência, que naturalmente ofereço para Eva”. Aí, então, começaram as diferenças.
 
Essa primeira diferença teria provocado, ao longo do tempo, a subserviência a que a mulher foi submetida, porque o homem não consegue aceitar essa situação que, longe de diminuí-lo, se houvesse consciência de sua parte, seria motivo de angariar uma grande aliada em sua vida. Mas os preconceitos, a força física, o poder político que o homem deteve desde sempre colocaram a mulher numa situação inferior.
 
Mas essa situação, felizmente, está mudando.
 
Eu sou testemunha viva da inteligência e da capacidade da mulher. Convivo há mais de 60 anos num universo totalmente feminino. Casado há 63 anos com uma mulher que é a pessoa mais inteligente que conheço, e sendo pai de sete filhas, pude constatar a veracidade do que estou afirmando.
 
A minha filha mais velha, a número 1, tem 61 anos. A mais nova, a número 7, tem 51. Essa convivência benéfica me mostrou a realidade dessa capacidade. 
Elas deram sentido à minha vida. Eu tenho filha bacharel em direito e professora, atriz, publicitária, psicóloga, jornalista e engenheira civil. A de número 3 faleceu em um acidente, aos três meses de idade, infelizmente. Mas, com certeza, também seria vitoriosa em sua profissão, como são todas as outras.
 
A minha cunhada, Túlia Bertoni, que foi a primeira presidente da Federação Espírita em nosso estado e atua como palestrante da Doutrina Espírita, sempre, em suas palestras, diz que o espírito quando encarna como mulher, será sempre mulher. Eu, curioso, indaguei: “Por quê?” Ela respondeu: “Porque o espírito não regride”. Concordei com ela. Afinal, a minha própria vivência confirma isso.
 
Viva a Mulher, hoje e sempre. Viva, viva, viva!!!
 
(*Heitor Rodrigues Freire – corretor de imóveis e advogado)


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Postado por: Heitor Freire (*), 10 Março 2026 às 11:45 - em: Falando Nisso


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