O que realmente importa? Heitor Freire (*)

O que realmente importa?

O que realmente importa? Essa é uma pergunta que, naturalmente, todos devemos nos fazer ao longo da vida. É preciso saber com clareza o que nos motiva a viver, e qual é o sentido que decidimos dar à nossa própria existência.
 
Observo que um grande número de pessoas nunca se fez essa pergunta porque vivem alienados de sua consciência, ou porque não dão a devida importância aos seus próprios atos. Preferem ser conduzidos em vez de conduzir, de modo a não assumir suas responsabilidades, delegando aos outros a condução de seus atos.
 
O que realmente importa na vida resume-se a elementos essenciais, ligados ao autoconhecimento. Em primeiro lugar, temos que ter consciência da nossa filiação divina. Não somos frutos de um espermatozoide mais ativo que fecundou um óvulo. Somos seres criados por Deus para contribuirmos com a evolução da humanidade, e isso se dá pela participação de todos no bem comum.
 
Ninguém vai cuidar de nós melhor do que nós mesmos. Conhecer nossos limites e gostar da própria companhia é a base de tudo. Entender o que move o nosso íntimo ajuda a evitar pressões impostas por padrões externos. Temos que aproveitar o momento atual com atenção plena, aceitando o aprendizado das perdas e dos erros do passado, com a devida correção de rumo.
 
Em segundo lugar, temos que honrar a nossa família. Aprendi com Chico Xavier que nada acontece por acaso. Fazemos parte de um universo familiar que foi constituído para o nosso aprendizado e a nossa evolução. Somos seres reunidos por afinidades comuns que nos proporcionam uma convivência que, ao longo do tempo, vai consolidando os laços de amor que nos uniram. Em alguns casos, ocorrem conflitos familiares que são exatamente a oportunidade de resgate de procedimentos anteriores, compreendendo a reencarnação como um fator de aprendizado constante.  A vida não é linear. Aceitar que não temos controle sobre tudo evita frustrações desnecessárias.
 
Em terceiro lugar, há também a atividade profissional, que nos proporciona a oportunidade de desenvolver nossa inteligência e contribuir para o nosso sustento, prover nossas necessidades e permitir a troca de experiências que forjam uma sociedade, participando conscientemente para o aprimoramento comunitário.
 
Em quarto lugar, nascemos como parte de uma comunidade que nos incita a participar do trabalho coletivo, de modo a contribuir com a nossa inteligência, aprendendo a tratar as pessoas com respeito e gentileza. A convivência nos estimula também a aprender a aprender, ou seja, a desenvolver a habilidade que nos torna mais curiosos e preparados para qualquer mudança, aceitando e valorizando o presente e os pequenos detalhes do dia a dia, pois mais importante do que a busca por status ou dinheiro é cuidar de nós mesmos e de todos.
 
Com todos esses critérios, é preciso entender que realmente não precisamos fazer o extraordinário, mas simplesmente fazer o que está ao nosso alcance e realizar o necessário. 
 
Enfim, o caminho é seguir os ensinamentos básicos de Jesus.
 
(*Heitor Rodrigues Freire – corretor de imóveis e advogado)


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Postado por: Heitor Freire (*), 20 Outubro 2026 às 11:45 - em: Falando Nisso


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