Na ONU, Lula defende soberania brasileira; Trump fala em 'ótima química' com Lula

Imagem de vídeo @WhiteHouse X e foto Ricardo Stuckert/PR
Na ONU, Lula defende soberania brasileira; Trump fala em 'ótima química' com Lula
Trump falou depois de Lula, que abriu os discursos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU hoje em Nova Iorque com recados ao presidente Donald Trump (EUA) afirmando que agressão ao Judiciário brasileiro é "inaceitável" e frisando que a democracia e a soberania nacional são "inegociáveis". "Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia reconquistada há 40 anos pelo seu povo depois de duas décadas de governos ditatoriais", declarou.
 
Lula também condenou "falsos patriotas" e a possibilidade de anistia a quem ataca a democracia, salientando que o Brasil passou uma mensagem ao mundo com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Em sua fala, o brasileiro também defendeu a regulação das redes sociais e afirmou que "nada justifica o genocídio em Gaza".
 
TRUMP SOBRE LULA
 
Segundo a discursar, Donald Trump, pra variar, exaltou seu governo. "Graças à minha gestão, os EUA estão na era de ouro. Somos o país mais 'sexy' do mundo", disse. Disse que teve "uma química excelente" com o presidente Lula. "Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos... Mas ele pareceu um homem muito legal. Ele gostou de mim, e eu gostei dele". 
 
"O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos", declarou.
 
Sobre a guerra de Israel em Gaza, Trump pediu pelo resgate dos reféns e disse que reconhecimento do Estado Palestino seria "recompensa para os terroristas do Hamas". Declarou que teve de encerrar guerras “por conta própria” [?] e defendeu sua política anti-imigração, acusando a ONU de apoiar "quem está tentando entrar ilegalmente nos Estados Unidos". (Com G1 e Estadão)


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Postado por: Marco Eusébio, 23 Setembro 2025 às 11:45 - em: Principal


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