MPF pede R$ 10 milhões à Globo alegando pronúncia errada da palavra 'recorde'
Reprodução de vídeo Globo
O Ministério Público Federal em Minas Gerais acionou a Justiça Federal contra a TV Globo por suposto erro reiterado na pronúncia de “recorde” e pede pede tutela para obrigar a emissora a adequar a linguagem e a pagar uma indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. o procurador da República Cléber Eustáquio Neves sustenta na ação coletiva que a forma correta é “reCORde” e que a difusão de “RÉcorde” violaria o patrimônio cultural imaterial e a finalidade educativa prevista na Constituição para concessionárias de radiodifusão. Para embasar o pedido, foram anexados trechos de programas jornalísticos e esportivos da emissora, entre eles Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural.
Ao publicar a notícia, o site Migalhas jurídicas lembra que a polêmica sobre a pronúncia da palavra “recorde” não é nova e cita artigo de José Maria da Costa por eles publicado que enfrentou exatamente essa dúvida, comum sobretudo em transmissões esportivas. Segundo o autor, embora seja generalizada a pronúncia proparoxítona “récorde”, o mais adequado, à luz da norma culta, é a forma paroxítona: reCORde, rimando com acorde, concorde e discorde.
José Maria ressalta que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da ABL - Academia Brasileira de Letras, registra unicamente a forma “recorde”, sem acento gráfico, o que reforça sua plena integração ao idioma e a tonicidade na penúltima sílaba. O colunista ainda menciona gramáticos como Napoleão Mendes de Almeida, Luiz Antônio Sacconi e Arnaldo Niskier, todos no mesmo sentido: deve-se evitar a pronúncia “récorde” e preferir recorde.
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Postado por: Marco Eusébio, 20 Fevereiro 2026 às 14:00 - em: Principal