Morre aos 81 anos o cantor Jimmy Cliff

Instagram/jimmycliff Reprodução
Morre aos 81 anos o cantor Jimmy Cliff
Jimmy Cliff, um ícone do reggae
A família do cantor e compositor Jimmy Cliff, um dos maiores nomes da história do reggae, anunciou nesta segunda-feira a morte do artista, aos 81 anos. “É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, partiu após uma convulsão seguida de pneumonia”, escreveu Latifa, esposa do músico, no Instagram. “Agradeço à família, amigos, artistas e colegas que dividiram essa jornada com ele. Aos fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a carreira. Ele valorizava profundamente o amor de cada um”, acrescentou, agradecendo também a equipe médica. Jimmy Cliff, conhecido mundialmente por clássicos como “The Harder They Come”, “You Can Get It If You Really Want” e “Many Rivers to Cross”, foi um dos pilares do reggae e do ska jamaicano, tendo influenciado gerações de artistas em todo o mundo. No Brasil, país com o qual manteve uma relação afetiva e artística duradoura, a notícia também estristece fãs e amigos. 
 
Durante a década de 1980, Cliff esteve tantas vezes no país que virou folclore entre fãs cariocas, lembra o jornal O Globo. "Era comum brincar que bastava caminhar pela Zona Sul para encontrá-lo. Ele próprio ria disso, afirmando que nem sabia ao certo quanto tempo viveu no Brasil", diz o jornal. Sua filha, Nabiyah Be, nasceu em Salvador, em 1992, fruto do relacionamento com a psicóloga Sônia Gomes da Silva. Anos depois, Nabiyah estrearia no cinema em “Pantera Negra”, fenômeno mundial da Marvel, deixando o pai orgulhoso. A Bahia também marcou um dos episódios mais sensíveis de sua carreira. Em 1980, momentos antes de subir ao palco ao lado de Gilberto Gil, Cliff recebeu a notícia da morte do pai. Mesmo devastado, decidiu cantar. A publicação acrescenta que Cliff gostava do Brasil como quem encontra um segundo lar — pelas paisagens, pelas conexões históricas e, principalmente, pelas pessoas. Sempre repetia que sentia falta do Rio e da “africanidade da Bahia”.


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Postado por: Marco Eusébio, 24 Novembro 2025 às 08:00 - em: Principal


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