Mais ditados populares Heitor Freire (*)

Mais ditados populares

Do ponto de vista filosófico, os ditados populares são uma síntese do senso comum. Eles funcionam como uma "filosofia prática", servindo como guias de conduta e observações rápidas sobre a realidade, baseadas na tradição e na tentativa e erro, mas sem rigor crítico ou científico. Os ditados são fragmentos da visão de mundo de um povo, revelando seus valores éticos, crenças e dinâmicas sociais. São também pontes para o pensamento crítico: embora os ditados não passem por métodos rigorosos de validação, pois em geral carecem de explicação, deixamos que cada um, a seu talante, aproveite ou não os seus conceitos, porque apesar da importância do pensamento dos outros, o que vale, na realidade, é o juízo de cada um.
 
Vamos lá:
 
– Não vem de garfo, que hoje é sopa.
– Antes tarde do que nunca.
– Quem espera sempre alcança.
– Para baixo todo santo ajuda.
– Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
– Pôr a mão no fogo (ou não, por alguém).
– Dar uma de joão-sem-braço.
– Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha.
– Quem ama o feio, bonito lhe parece.
– Quem canta seus males espanta.
– Quem casa quer casa.
– Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
– Quem mistura-se com porcos, farelo come.
– Quem pode, pode; quem não pode, se sacode.
– Quem ri por último ri melhor.
– Quem semeia vento, colhe tempestade.
– Quem tem boca vai a Roma.
– Saco vazio não para em pé.
– Uma andorinha sozinha não faz verão.
– A união faz a força.
– Um dia é da caça, outro do caçador.
– Todos os caminhos levam a Roma.
– Santo de casa não faz milagre.
– Quem não chora não mama.
– Tapar o sol com a peneira.
– Não adianta chorar pelo leite derramado.
– Onde Judas perdeu as botas.
– Salvo pelo gongo.
– Cair no conto do vigário.
– O pior cego é o que não quer ver.
– Quem fala o que quer ouve o que não quer.
– Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.
– De pequenino é que se torce o pepino.
– Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
– Passarinho que acompanha morcego acorda de cabeça para baixo.
– Quem conta um conto aumenta um ponto.
– Águas passadas não movem moinho.
– O diabo não é tão feio quanto se pinta.
– Assombração sabe pra quem aparece.
– O apressado come cru.
– A esperança é a última que morre. (Eu aprendi que a esperança não morre nunca!)
 
(*Heitor Rodrigues Freire – corretor de imóveis e advogado)


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Postado por: Heitor Freire (*), 23 Junho 2026 às 11:45 - em: Falando Nisso


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