Longa espera na fila da saúde pública de Campo Grande pode significar a morte
Bruno Henrique/Correio do Estado Reprodução
Com cerca de 12 mil pessoas na fila de consultas, exames e cirurgias com médicos de diversas especialidades do serviço municipal de saúde em Campo Grande a longa espera pode ser fatal e, conforme o jornal Correio do Estado, a situação pode piorar, já que um projeto da prefeitura feito por meio de acordo na Justiça com o sindicato da categoria, deve autorizar os médicos a cumprirem só metade da carga horária atual para tentar conter a evasão de profissionais no serviço municipal, pouco atraente pelas precárias condições de trabalho.
O jovem Loudeslon Ortiz Prado, de 26 anos, relatou ao Correio do Estado o caso de seu tio, Doto Pires, que agendou consulta no Centro de Especialidades Médicas (CEM). Depois de esperar em vão, ele buscou atendimento particular e descobriu que estava com câncer. Há algumas semanas, sua esposa recebeu uma ligação do CEM informando que a consulta havia sido agendada. Agora viúva, a tia do rapaz informou que o marido havia falecido há mais de três anos.
Outro caso citado pelo jornal é o da dona de casa Juliana Aparecida Gibin, atropelada em 2016. Ela foi atendida na urgência na Santa Casa e depois encaminhada para consulta com ortopedista no CEM, onde teria de esperar pelo menos quatro meses. Com muita dor e sem poder pagar médico particular, voltou à sua cidade natal, Echaporã (SP). “No dia seguinte que cheguei lá já fui atendida pelo médico. Fiz todo o meu tratamento e depois voltei. É uma cidade pequena, mas o atendimento é muito bom", contou Juliana. Leia mais aqui no Correio.
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Postado por: Marco Eusébio, 07 Outubro 2019 às 18:30 - em: Principal