Folias desafinadas em ano eleitoral
Reprodução de vídeo e foto Ricardo Stuckert/PR
"Quem não vota em Lula não tem por que mudar de ideia depois do desfile eivado de obviedades, puxa-saquismo e boa dose de mistificação" diz a jornalista Vera Magalhães em artigo no jornal O Globo intitulado "Um desfile de equívocos", ao comentar o polêmico desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, com um enredo em homenagem a Lula em ano eleitoral, que, segundo ela, traz mais prejuízos políticos do que vantagens ao petista.
"Quem já vota no presidente terá no máximo uma chance a mais de cantar o jingle de 1989 disfarçado de samba-enredo. E o eleitor que Lula precisa cativar, aquele que até já votou nele, mas está descontente com seu governo, tem nesse episódio mais razões para se irritar que para ser reconquistado" acrescenta a jornalista.
Na ressacasa pós-carnavalesca, o que sobra para Lula é uma série de representações de opositores na Justiça Eleitoral, como já era previsto. Mas também teve tropeços de propaganda eleitoral carnavalesca na ala rival. Na mesma noite do desfile lulista no Rio, o ex-ministro do Turismo do governo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado, postou na rede social X um vídeo em que ele aparece aproveitando o reinado da folia para distribuir adesivos com foto do ex-presidente e seu filho pré-candidato Flávio Bolsonaro com a frase: “Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”.
“Onde ando sempre me pedem adesivos de @flaviobolsonaro. Sábado de carnaval, meia-noite, antes do trabalho na @brucelose. Fizeram fila para adesivar. Enquanto Lula pula nos blocos, eu faço o meu trabalho de formiguinha", escreveu o ex-ministro na postagem.
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Postado por: Marco Eusébio, 18 Fevereiro 2026 às 15:00 - em: Principal