Estrutura primeiro, nomes depois
Paulo Francis/CGNews Reprodução
Reeleito com 67,35% dos votos em primeiro turno, o governador Eduardo Riedel (PP) já começou a desenhar o segundo mandato, mas avisa que não pretende fazer a tradicional distribuição de cargos entre aliados. “A gente não loteia governo”, resumiu ontem, em entrevista ao Campo Grande News.
A ideia é definir primeiro a estrutura da administração, as prioridades e os processos para, só então, escolher os ocupantes dos cargos. Um grupo de trabalho vai reunir as demandas das secretarias e preparar os contratos de gestão para 2027 e o Plano Plurianual (PPA) de 2027 a 2030. A previsão é fechar esse desenho até o fim de novembro.
Riedel admite mudanças na máquina administrativa em busca de eficiência, inclusive com reorganização de pessoal, uso de tecnologia e eventual alteração de estruturas. Se forem necessárias mudanças na legislação, projetos serão enviados à Assembleia Legislativa.
Na economia, a aposta para o segundo mandato continua sendo espalhar o desenvolvimento pelo Estado, aumentando emprego e renda nos municípios. Para Riedel, isso passa menos pela promessa de uma fábrica para cada cidade e mais pela criação de “vetores econômicos” capazes de gerar renda de forma permanente, combinados com educação.
A escolha da futura equipe, portanto, fica para o fim do ano. Até lá, o governador também terá outra prioridade: a campanha do segundo turno presidencial, na qual pretende trabalhar para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso do Sul.
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Postado por: Marco Eusébio, 07 Outubro 2026 às 16:15 - em: Principal