Dirty Pix: três são presos em operação do MP sobre desvios em hospital de Sidrolândia
MPMS Divulgação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou hoje a segunda fase da Operação Dirty Pix que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Três pessoas foram presas preventivamente e 25 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Segundo o Midiamax, foram presos o presidente do hospital, Jacob Breure, um ex assessor e uma policial civil.
A investigação começou após a identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, oriundos de convênio entre o Governo do Estado e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do hospital de Sidrolândia. Nota do MPMS informa que após a primeira fase da operação, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.
Segundo a investigação, o grupo teria fraudado planos de trabalho, superfaturado bens e serviços e direcionado contratos para empresas previamente alinhadas. Os convênios atingidos somam mais de R$ 18 milhões, destinados à compra de equipamentos e materiais, a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel e a obras de reforma. O valor, porém, não significa que R$ 18 milhões tenham sido desviados.
O dinheiro, ainda segundo o MPMS, era repassado à entidade responsável pelo hospital e depois circulava por uma sequência de transferências, com repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e outras pessoas. A investigação também aponta tentativa de usar o poder financeiro para atrapalhar as apurações. O nome Dirty Pix, faz referência ao “pix sujo” que, conforme o Parquet, teria sido usado para movimentar os recursos.
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Postado por: Marco Eusébio, 07 Outubro 2026 às 10:20 - em: Principal