COP15 deve movimentar a economia de Campo Grande, diz o senador Nelsinho Trad
Foto e imagem Divulgação
A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), que reunirá 133 países entre 23 e 29 deste mês, deve movimentar a economia local. No Senado, a etapa decisiva passa pela relatoria do PDL 50/2026, do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS). A confirmação do evento na Capital deve movimentar a economia local, segundo o senador. O projeto valida o acordo internacional que garante o Brasil como sede do encontro e, na prática, consolida o Pantanal como palco do debate mundial. “O que está em jogo não é apenas a realização de um evento. É o posicionamento estratégico de Mato Grosso do Sul no cenário internacional”, afirma o senador.
A COP15 deve reunir mais de dois mil especialistas e cerca de três mil participantes ao longo de uma semana. O gasto médio diário de um visitante em Campo Grande é estimado em R$ 684. “Em sete dias, a circulação direta pode ultrapassar R$ 14 milhões, com impacto imediato sobre hotelaria, gastronomia, transporte e comércio”, explicou Nelsinho. “Estamos colocando o Pantanal e Campo Grande no centro de uma discussão global, mostrando que nosso Estado tem capacidade de liderar esse debate”, acrescentou.
Impacto econômico
O Governo do Estado anunciou investimento de R$ 10 milhões na infraestrutura do evento. Já o custo estimado para o governo federal é de aproximadamente R$ 86 milhões, incluindo logística, segurança, tradução simultânea, estrutura técnica e apoio às delegações internacionais. “São empregos temporários, fortalecimento do setor de serviços e visibilidade internacional”, disse Trad.
A chamada “Blue Zone” será instalada no Bosque Expo. Atividades paralelas ocorrerão no Bioparque Pantanal, na Casa do Homem Pantaneiro e no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. Setores hoteleiro e aéreo já foram mobilizados para ampliar a capacidade de atendimento. A taxa média de ocupação hoteleira da Capital, atualmente em torno de 54%, deve crescer significativamente no período.
Criada em 1979, a Convenção sobre Espécies Migratórias é o único tratado global dedicado exclusivamente à proteção de animais que cruzam fronteiras ao longo do ciclo de vida. Hoje, 132 países e a União Europeia integram o acordo. No âmbito da Convenção, são cerca de 1.189 espécies migratórias listadas: 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 peixes, 10 répteis e um inseto. Muitas delas passam pelo território brasileiro.
Geopolítica ambiental
O Brasil já sediou a COP30 do clima. A COP15 das espécies migratórias tem outra natureza: trata de rotas, habitats e cooperação transnacional. A proteção depende de coordenação entre países, o que dá à conferência dimensão diplomática relevante. Como relator no Senado, Nelsinho Trad conduz a etapa que dá segurança jurídica ao compromisso internacional.
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Postado por: Marco Eusébio, 03 Março 2026 às 14:00 - em: Principal