Caso Vorcaro expõe divergências de Gilmar Mendes e André Mendonça no Supremo
Luiz Silveira/STF
A manutenção das prisões de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e de Felipe Cançado Vorcaro, apontado como operador financeiro do esquema envolvendo o Banco Master, provocou um embate entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça durante sessão da Segunda Turma do Supremo, ontem. Por maioria, prevaleceu o voto do relator, acompanhado por Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Vencido, Gilmar defendeu a substituição da prisão preventiva de Henrique por domiciliar e criticou a condução do inquérito, comparando aspectos da investigação à Lava Jato e reclamando da liberação tardia de informações. Em resposta, Mendonça afirmou que o caso trata da “maior fraude financeira da história” do País, com “contornos de máfia”, e rebateu acusações de uso das prisões para forçar delações, ressaltando que levou quatro anos no Supremo para decretar sua primeira prisão.
HOSPEDAGEM DE LUXO PARA CIRO E MOTTA
Relatório da Polícia Federal tornado público ontem pelo ministro do STF André Mendonça revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro pagou hospedagem em Lisboa, em 2024, para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e para o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Segundo a investigação da Operação Compliance Zero, mensagens encontradas no celular do empresário mostram a solicitação de reservas no Hotel Four Seasons, com custo aproximado de 3 mil euros (cerca de R$ 18 mil) por cinco diárias em duas suítes. A PF também apontou que Ciro Nogueira é investigado no caso e teria recebido benefícios em viagens internacionais que somam mais de R$ 468 mil, sem contar voos privados. Hugo Motta não é alvo da investigação e afirmou estar "tranquilo", dizendo que esteve em Lisboa para participar de um evento jurídico promovido pelo ministro Gilmar Mendes. (Com O Globo e Agência Brasil)
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Postado por: Marco Eusébio, 17 Junho 2026 às 15:15 - em: Principal