Caso Master virando caso Toffoli

Rosinei Coutinho/STF
Caso Master virando caso Toffoli
PF pede ao STF suspeição de Toffoli
O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo, é sócio anônimo da Maridt, empresa dirigida por seus dois irmãos, e tinha participação em dois resorts da rede Tayayá no Paraná. A empresa vendeu sua fatia no negócio a fundos de investimentos que tinham como acionista o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Só agora, após ser revelado que o ministro recebia em sua conta-corrente dinheiro depositado pela Maridt, Toffoli diz que isso ocorreu por que ele é também sócio da empresa, que até então seria só de seus dois irmãos. 
 
A Polícia Federal pediu ontem ao presidente do Supremo, Edson Fachin, a suspeição de Toffoli na função de relator do caso Master na Corte, após encontrar menções ao ministro no celular de Vorcaro. Em nota, Toffoli diz que o pedido de suspeição da PF "parte de ilações". E a defesa do banqueiro reclama de "vazamento seletivo de informações". As revelações sobre o "caso Toffoli" repercutem na imprensa nacional.
 
Em blog no jornal O Globo, Lauro Jardim questiona: "Por que, sabendo que fez negócio diretamente com o primo de Daniel Vorcaro — com quem, aliás, trocava mensagens — Toffoli não se declarou impedido de assumir a relatoria do Caso Master no fim de novembro de 2025? Por que, afinal, aceitou a relatoria? Por que se manteve nela depois de tudo o que foi descoberto desde dezembro? Por que que não sai?". O jornalista arremata: "Não deveria faltar mais nada para que Toffoli se afaste do caso Master imediatamente, sob pena de desmoralização do STF." 


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Postado por: Marco Eusébio, 12 Fevereiro 2026 às 08:00 - em: Principal


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