Caso de ataque machista contra árbitra de MS no Paulistão deve ir à Justiça Desportiva

Fotos Ari Ferreira/RB Bragantino e Instagram Reprodução
Caso de ataque machista contra árbitra de MS no Paulistão deve ir à Justiça Desportiva
Gustavo pediu desculpas à árbitra Daiane Muniz
A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou que enviará à Justiça Desportiva o caso do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, que disparou declarações machistas contra a árbitra sul-mato-grossense Daiane Muniz, natural de Três Lagoas, em entrevista após seu time ser derrotado por 2 a 1 pelo São Paulo nas semifinais do Paulistão 2026, no sábado. “Primeiramente, quero falar da arbitragem porque não adianta jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Era nosso sonho chegar à semifinal, ou até a final, mas ela acabou com nosso jogo. Acho que a Federação Paulista tem que olhar para os jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Todo respeito às mulheres do mundo, sou casado, tenho minha mãe, então desculpa se estou falando alguma coisa para as mulheres”, declarou o zagueiro à emissora TNT.
 
Logo depois, o jogador pediu desculpas pelas declarações. “Estava de cabeça quente e muito frustrado pelo resultado da nossa equipe e acabei falando o que não deveria e poderia. Isso não justifica minha atitude e peço desculpas a todas mulheres e em especial a Daiane […]. Espero sair desse episódio uma pessoa melhor. Prometo aprender com esse erro”. Após a partida o Bragantino emitiu uma nota lamentando o episódio e afirmando que estdará uma punição ao jogador: “O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques”, diz o comunicado.
 
Também em nota, a FPF disse que recebeu a entrevista do atleta “com profunda indignação e revolta. "Uma declaração em relação à árbitra Daiane Muniz que reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol. É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça […]. A FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis”.


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Postado por: Marco Eusébio, 23 Fevereiro 2026 às 15:15 - em: Papo de Arquibancada


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