Casares é afastado da presidência do São Paulo
Rubens Chiri/SPFC
Julio Casares está afastado da presidência do São Paulo. O Conselho Deliberativo do clube aprovou por 188 votos a favor (18 a mais do que os 170 necessários equivalentes a dois terços do conselho), 45 contra e dois em branco o impeachment do presidente. Casares fica afastado até que o impeachment seja votado em assembleia geral dos sócios do clube, em no máximo 30 dias. Até lá, a presidência está a cargo do vice-presidente Harry Massis Júnior.
OS PRINCIPAIS MOTIVOS DO IMPEACHMENT
Acusações de gestão temerária e crise no clube
O pedido inicial de impeachment partiu de grupos de conselheiros (inclusive da oposição) que acusaram a gestão de Casares de “gestão temerária”, ou seja, de atuar de forma que compromete a estabilidade institucional, financeira e esportiva do São Paulo. Esses conselheiros alegaram que a administração dele vinha fragilizando o clube e tomando decisões que prejudicaram o clube como um todo.
Investigações policiais e movimentações financeiras suspeitas
A Polícia Civil de São Paulo passou a investigar movimentações financeiras envolvendo Casares e pessoas ligadas à gestão do clube. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que o agora afastado presidente teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em espécie na sua conta pessoal entre 2023 e 2025, enquanto o clube também registrou 35 saques que somam cerca de R$ 11 mil em dinheiro vivo ao longo dos últimos anos. Essas movimentações levantaram suspeitas de irregularidades e motivaram parte das acusações internas e externas à sua gestão.
Escândalo de venda irregular de camarotes
Outro fato que impulsionou o processo foi um suposto esquema envolvendo a comercialização clandestina de camarotes no estádio do Morumbi durante shows e eventos, o que gerou repercussão negativa e levou ao afastamento de alguns diretores do clube próximos a Casares.
Pressão política interna e insatisfação da torcida
A crise de resultados esportivos, combinada com os escândalos e um ambiente político interno tenso — incluindo forte pressão de torcedores pedindo "Fora Casares" nos jogos e nas redes sociais e a criação de documentos pedindo sua saída — intensificaram o clima político contra a permanência de Casares no comando do clube.
Deixe seu comentário
Postado por: Marco Eusébio, 17 Janeiro 2026 às 10:00 - em: Papo de Arquibancada