Bolsão puxa o crescimento populacional de Mato Grosso do Sul; Corumbá diminui
Fotos Divulgação
O mapa populacional de Mato Grosso do Sul está mudando, e o leste do Estado, influenciado pelo agronegócio por meio da indústria da celulose, é hoje o principal motor dessa transformação. A região do Bolsão, formada por 11 municípios (Água Clara, Aparecida do Taboado, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas), ganhou 55.511 habitantes em dez anos e chegou a 336.073 moradores em 2026.
O crescimento de 19,79% no número de moradores do Bolsão foi mais que o dobro da média estadual de 9,84%. No mesmo período, a população sul-mato-grossense passou de 2.682.386 para 2.946.317 habitantes, um aumento de 263.931 pessoas conforme dados divulgados ontem pelo IBGE.
A cidade que mais cresceu proporcionalmente na região foi Chapadão do Sul: 51,97% em dez anos, seguida por Selvíria (36,56%).
Do lado oposto no mapa a região do Pantanal perdeu 4,28% da população na década, puxada principalmente pela redução de moradores em Corumbá que passou registrar 96.334 habitantes em 2026, queda de 2,45%. Com isso, a Cidade Branca caiu da quarta para quinta posição entre as cinco maiores populações de MS, ultrapassada por Ponta Porã, que agora ocupa o quarto lugar com com 99.572 habitantes. As três maiores cidades são Campo Grande, com 970.843 habitantes em 2026, seguida por Dourados (266.950) e Três Lagoas, com 145.514 moradores.
A fotografia demográfica do IBGE mostra um MS cada vez mais desigual no crescimento: enquanto o leste atrai fábricas, empregos e moradores, outras regiões assistem à população encolher. O crescimento é bem vindo — desde que moradia, saúde, escolas, água e infraestrutura consigam acompanhar a chegada dos novos habitantes, o que, infelizmente, poucas vezes acontece.
Deixe seu comentário
Postado por: Marco Eusébio, 29 Agosto 2026 às 11:00 - em: Principal