Às vésperas das eleições, Exército simula defesa cibernética do Brasil
Cb Marcos/CCOMSEx
O Exército Brasileiro encerrou hoje a oitava edição do evento Guardião Cibernético, às vésperas da eleição presidencial. Iniciado na segunda-feira, o exercício ocorreu em meio a alertas de especialistas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre possíveis interferências estrangeiras no pleito brasileiro.
O exercício reuniu cerca de 1,3 mil participantes de 300 organizações e representantes de 14 países, em Brasília e outras seis cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Manaus e Belém. Coordenado pelo Exército, por meio do Comando de Defesa Cibernética, com participação da Marinha e da Força Aérea Brasileira, o treinamento é considerado um dos mais abrangentes de defesa cibernética do Hemisfério Sul.
Foram simulados ataques digitais complexos e coordenados contra sistemas capazes de afetar serviços essenciais. A ideia foi testar procedimentos, planos de contingência e a capacidade de resposta conjunta de órgãos públicos, empresas e operadores de infraestruturas críticas dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações, transporte, finanças e outros.
O contexto eleitoral acrescenta preocupação. Relatório da Abin elaborado em agosto e divulgado neste mês apontou para risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026 e classificou o cenário com “nível de criticidade”. A agência relacionou a possibilidade à estratégia do segundo governo de Donald Trump de ampliar a influência americana na América Latina.
Analistas ouvidos pela Agência Brasil também alertaram para o risco de ações cibernéticas de Estados Unidos ou grandes empresas de tecnologia capazes de atingir sistemas informáticos e computacionais e, eventualmente, influenciar o processo eleitoral. Em agosto, a Casa Branca publicou memorando prevendo parcerias com empresas privadas para operações que podem envolver acesso não autorizado a sistemas de informação e ações de efeitos cibernéticos.
O alerta ganhou um exemplo concreto nesta semana. A Austrália informou que um agente de inteligência artificial da OpenAI acessou sem autorização um portal do governo com estatísticas de saúde pública. O episódio ainda está sob investigação. (Com Agência Brasil)
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Postado por: Marco Eusébio, 25 Setembro 2026 às 17:30 - em: Principal