Anvisa proíbe o comércio de suplementos alimentares de duas marcas
Rafa Neddemeyer/Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda de suplementos alimentares de duas marcas, a Cycles Nutrition e a Mushin, por conterem substâncias não avaliadas em testes de segurança. A decisão publicada ontem no Diário Oficial da União se refere, no caso da Cycles, aos suplementos Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition, fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios, por conterem, segundo a agência, ingredientes sem segurança comprovada para uso em suplementos alimentares, o que pode representar “graves riscos à saúde de quem os consome”.
A Cycles disse em nota nas redes sociais que “sempre que possível” usa ingredientes compostos "principalmente por frutas e vegetais, que passam por processos rigorosos de escolha, qualidade e certificação" até chegarem na composição final dos produtos. “Estamos prestando todos os esclarecimentos, estudos e dossiês técnicos necessários e seguiremos mantendo todos os nossos clientes e parceiros informados com total transparência”, diz a nota da empresa.
Mushin
No caso da Mushin Serviços e Comércio no Geral, a Anvisa também proibiu três produtos: Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo e Fantastic Oat Maçã e Canela. Segundo a agência, esses produtos estavam sendo fabricados e vendidos com a informação de que continham “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, que não teve sua segurança avaliada para uso em suplemento alimentar, e anunciado com capacidade de reduzir níveis de colesterol ruim e controlavam o nível de açúcar no sangue, o que não tem comprovação científica.
Procurada, a empresa informou ter sido surpreendida. “Infelizmente, deve ter ocorrido algum mal-entendido na leitura da legislação, pois o extrato de Cogumelo Agaricus Bisporus contendo Vitamina D2 foi aprovado para uso em alimentos convencionais e suplementos alimentares. Nós somos muito corretos e sérios em relação aos produtos que comercializamos para nossos consumidores. Temos todos os documentos de aprovação do ingrediente. Ele foi avaliado quanto à segurança e aprovado aqui no Brasil em 2023”, diz a nota da empresa, que informa já ter acionado seus advogados para solucionar o caso. (Com Agência Brasil)
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Postado por: Marco Eusébio, 21 Janeiro 2026 às 08:00 - em: Principal