Aliados e Flávio tentam diminuir alarme com fala sobre ‘mudar a Constituição’
Vittor Sales/Divulgação
A declaração de Flávio Bolsonaro (PL) de que, caso eleito presidente, pretende usar a nova maioria conservadora eleita para o Congresso para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país” despertou o temor de nova tentativa de golpe e provocou reação imediata nos bastidores. Conforme a coluna de Malu Gaspar, em O Globo, aliados correram para explicar desde ontem que ele não falava em ruptura institucional, mas em propostas de seu plano de governo, como redução da maioridade penal, fim da reeleição para presidente e reforma do Judiciário, com restrições a decisões monocráticas do Supremo.
O alerta ganhou peso porque o PL elegeu a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e ampliou sua presença no Senado para 28 parlamentares. Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 308 deputados e 49 senadores, em dois turnos de votação nas duas Casas. A fala de Flávio ocorreu em Goiânia, durante o ato em que ele recebeu ontem o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), candidato derrotado no primeiro turno. Hoje, indagado pela imprensa, o próprio Flávio buscou apagar o princípio de incêndio, afirmando que a declaração sobre querer "mudar a Constituição para redemocratizar o país" se referia a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito (leia no G1), como a redução da maioridade penal e mudanças no Supremo.
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Postado por: Marco Eusébio, 07 Outubro 2026 às 11:30 - em: Principal