Alexande de Moraes diz que modelo eleitoral 'faliu' e defende mudanças
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O vice-presidente do Supremo, Alexandre de Moraes, defendeu uma ampla reformulação do sistema político brasileiro e classificou como “falido” o atual modelo eleitoral proporcional, usado na escolha de deputados e vereadores. Durante palestra no Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP), o ministro argumentou que o modelo proporcional ajuda a eleição de parlamentares com pouca identificação partidária e pode enfraquecer o funcionamento do Congresso.
Moraes declarou que o País precisa promover mudanças em todos os poderes, com prioridade para a política, e defendeu a adoção gradual do sistema distrital misto, começando com 30% das cadeiras. “Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos que não têm vinculação nenhuma a partidos”, afirmou, criticando parlamentares que, segundo ele, priorizam a exposição nas redes sociais em detrimento da discussão de projetos e da atuação legislativa.
Atualmente, o Brasil combina dois modelos. O sistema majoritário é utilizado nas eleições para presidente, governador, prefeito e senador. Deputados federais, deputados estaduais e distritais e vereadores são escolhidos pelo sistema proporcional, que leva em conta o desempenho dos partidos e federações para definir a distribuição das cadeiras.
No sistema distrital, o território eleitoral é dividido em regiões correspondentes ao número de vagas disponíveis. Os candidatos disputam diretamente os votos de um determinado distrito, aproximando a representação parlamentar dos eleitores de uma área específica. Já no modelo distrital misto, parte das cadeiras é distribuída por distritos, e parte por voto em lista nos partidos.
Moraes também criticou a influência das redes sociais e das chamadas big techs nas eleições, afirmando que as plataformas utilizam algoritmos capazes de identificar frustrações de grupos sociais e direcionar conteúdos, influenciando o comportamento dos eleitores. Para o ministro, a lógica das plataformas pode transformar a disputa política em uma espécie de mercado, no qual eleitores são tratados como consumidores e candidatos passam a ser apresentados como produtos.
“Essas big techs usaram os mesmos algoritmos, a mesma estratégia para explorar os recalques dessas pessoas”, afirmou. Moraes acrescentou que os sistemas digitais conseguem identificar esses sentimentos e utilizá-los para ampliar o alcance de determinados discursos. (Com Estadão)
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Postado por: Marco Eusébio, 25 Agosto 2026 às 15:10 - em: Principal