Este texto sai um pouco antes do resultado do pleito deste domingo, estando, portanto, sujeito às intempéries do clima eleitoral, à gangorra das pesquisas de intenção de voto e aos ventos contrários que o Senhor Imponderável das Neves costuma soprar quando nos visita. As repetidas sinalizações das pesquisas mostram não haver tempo para o estreitamento da margem de intenção de voto que o separa do petista Fernando Haddad.
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Ao assumir o governo de Mato Grosso do Sul em 2007, André Puccinelli (PMDB) fez, entre outras coisas, a renegociação da dívida do estado com a União para garantir novos investimentos. Diferente das gestões anteriores, André herdou uma estrutura com significativo equilíbrio financeiro, como, por exemplo, salários pagos em dia ao funcionalismo público estadual.
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Bom repetir: esse pleito quebrou paradigmas, mostrou que o eleitor sabe votar, castigou quem não compareceu ao confessionário e elevou ao alto o conceito da cidadania ativa, o intenso desejo do cidadão de participar do processo civilizatório. Dito desta forma, parece até que o eleitor tornou-se de repente uma pessoa de alto nível cultural, capaz de entender a política. Nada disso.
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O ano de 2006 marcou o último dos 8 anos da gestão petista de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Diferente do início, o fim daquela gestão apresentou algumas situações de dificuldades políticas e econômicas. Em relação à política, havia uma expectativa, desde meados de 2005, de que o governador renunciaria ao cargo para disputar o Senado, em 2006. Em seu lugar assumiria o vice-governador Egon Krakhecke (PT).
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Seres vivos ostentam por excelência conflitos entre si. Desde a disputa por espaço, liderança, comida até perpetuação da espécie, acasalamento e reprodução. Os seres classificados pela ciência como irracionais, via de regra, solucionam seus conflitos através do uso da força bruta, qual seja, através da autotutela. Essa forma rudimentar de solução de conflitos guarda uma característica comum, vence aquele que detém maior força bruta, pouco importando se é justo, se é certo, se é razoável. A razão se submete à força.
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Esta eleição constitui um marco contra a velha política. O voto em Bolsonaro teve mais uma função purgativa contra a mesmice do que propriamente reconhecimento às suas qualidades. O recado do antivoto foi claro: “políticos obsoletos, deixem seu campo. Ou nós os expulsaremos”. Uma leva de figuras tradicionais foi despedida do Congresso.
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Meu pai, que sabia quando ia chover só em olhar para a formação de nuvens no nascente e no poente, dizia: “quando o vento vem numa direção, ninguém desvia seu rumo”. Aplico a pequena lição à política. Quando o vento corre na direção de um candidato, não há barreira que o detenha. Torna-se “bola da vez”, que tende a chegar antes ao pódio. Em outro ditado, o vento sopra mais quando alguém “cutuca a onça com vara curta”.
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As eleições que acontecem neste 7 de outubro serão marcadas pelos intensos debates sobre os riscos que a democracia brasileira corre em função das características específicas que marcaram a atual campanha eleitoral. O livro de Steven Levitsky, cientista político americano, "Como as Democracias Morrem", tornou-se a referência teórica dessas discussões.
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Gaudêncio Torquato (*)
Viviane Nogueira Orro (*)
Wagner Cordeiro Chagas (*)
Gaudêncio Torquato (*)
Fernando Gabeira (*)
Wagner Cordeiro Chagas (*)
André Matsushita Gonçalves (*)
Gaudêncio Torquato (*)
Gaudêncio Torquato (*)
Mansour Karmouche (*)