Campo Grande, Terça-Feira , 23 de Maio - 2017


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Contra o monopólio da JBS no setor frigorífico, pecuaristas estão se unindo em Mato Grosso

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 20:00 - em: Principal

"A JBS já começa a enfrentar outros problemas devido à crise instaurada. Incomodados com a hegemonia da empresa no Mato Grosso, que detém 50 por cento dos frigoríficos no estado, um grupo de médios e pequenos pecuaristas solicitou uma reunião com o vice-governador Carlos Fávaro, que é do setor produtivo, para discutir formas de barrar essa concentração. Além de ser o estado que mais produz bovinos do país, também é onde a JBS tem maior atuação. A reunião será amanhã, em Cuiabá", diz o blog Radar da Veja.




Discurso sob efeito de algumas 'cachaças' fez o prefeito Guga ficar conhecido nas redes sociais

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 18:30 - em: Principal

O prefeito da pequena cidade de Cantagalo, Guga de Paula (PP), ficou conhecido nas redes sociais em vídeo que o mostra discursando sob o efeito de "algumas cachaças". Ao participar da Festa de Maio, no distrito Santa Rita da Floresta, ele diz que ajudou com R$ 7.900 para promover a festa e prometeu "bancar essa p***a toda" no ano que vem. Tropeçando nas palavras, Guga negou que estivesse bêbado, mas depois admitiu que tomou umas cachaças. "Quem quiser falar mal de mim, não fala mal de mim não. Sabe por quê? O prefeito é doidão!", continuou o político, eleito com 69% dos votos válidos. Veja o vídeo postado pelo site "Friburgo urgente" no Facebook

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Cid, citado na delação da JBS, e o falante irmão Ciro, que anda 'pianinho' sobre as falas dos irmãos Batista

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 17:15 - em: Principal

Do Lauro Jardim no blog Radar da Veja:
 
"O loquaz Ciro Gomes anda calado. A delação da JBS o atingiu. Senão diretamente, de raspão: Joseley revelou ter dado propina para Cid Gomes."



Com a condenação a sete anos e nove meses de prisão, Maluf vai perder o mandato de deputado

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 16:15 - em: Principal

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi condenado hoje por quatro votos a um pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos, nove meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais 248 dias-multa no valor de cinco vezes o salário mínimo vigente à época dos fatos, aumentado em três vezes, por crime lavagem de dinheiro. Ao analisar a Ação Penal (AP) 863, os ministros entenderam que, como efeitos da condenação, fica determinada a perda do mandato parlamentar, o que agora depende da Câmara. Votaram pela condenação o relator Edson Fachin e os ministros Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. O presidente da Turma, Marco Aurélio Mello, votou pela absolvição.
 
Paulo Maluf também fica interditado para exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza, e de diretor, membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas citadas na lei de combate à lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998), pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada. A Turma também condenou o parlamentar à perda, em favor da União, dos bens, direitos e valores, objetos da lavagem em relação a qual foi o réu condenado, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé.



Roger Moore como James Bond e tomando um martini em 1968 (1927-2017)

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 15:15 - em: Principal

O ator britânico Roger Moore, famoso por interpretar James Bond sete vezes no cinema e por seu papel na série de TV O Santo, morreu hoje na Suíça onde vivia há muitos anos, vítima de câncer, aos 89 anos. "Com grande pesar, anunciamos que nosso querido pai, Sir Roger Moore, morreu hoje na Suíça após a uma batalha breve, mas corajosa contra o câncer", afirmaram os filhos Deborah, Geoffrey e Christian, em nota divulgada no Twitter. "O amor que o cercou em seus últimos dias é tão grande que não pode ser medido em palavras", acrescenta a nota. 
 
De 1973 e 1985, o londrino Moore protagonizou alguns dos maiores clássicos da franquia de James B0nd, como "007 Viva e Deixe Morrer (1973)", "007 – O Espião que me Amava (1977)", "007 contra o Foguete da Morte (1979)", "007 contra Octopussy (1983)" e "007 – Na Mira dos Assassinos (1985)". Também interpretou detetives: foi Sherlock Holmes no telefilme Sherlock Holmes in New York, de 1976, e deu vida ao inspetor Jacques Clouseau no filme A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa (1983).
 
Roger Moore se casou quatro vezes e contou em uma entrevista que apanhava das duas primeiras mulheres, já falecidas. No primeiro casamento, com a patinadora Steyn Doorn Van, ele foi atingido com uma chaleira. "Ela me arranhava. Minha mãe ficava gelada sempre que eu voltava para casa com novas cicatrizes", contou em um programa da TV. O casal se divorciou em 1953. Moore se casou em seguida com a cantora Dorothy Squires, que também batia nele. Segundo o ator, a jovem tinha "muito temperamento" e uma vez acertou sua cabeça com um violão. (Com Veja.com)



Mochi e Azambuja durante reunião em que o governador apresentou hoje sua defesa à Assembleia

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 14:00 - em: Principal

Um dia depois de anunciar à imprensa que vai "até o fim" para desmentir as acusações do empresário Wesley Batista, da JBS, de que tenha recebido propina para conceder benefícios fiscais ao frigorífico em MS em esquema iniciado na gestão do ex-governadoro Zeca do PT, mantido por André Puccinelli (PMDB) e chegado até seu mandato, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) apresentou hoje de manhã à presidência da Assembleia notas e outros documentos, em sua defesa aos deputados. O presidente da Casa, Júnior Mochi (PMDB), anunciou que será aberta uma comissão especial para apurar a denúncia contra o governador, solicitada hoje pelo deputado Pedro Kemp, em nome da bancada do PT. Líder do PSDB, Beto Pereira pediu a inclusão nessa investigação dos ex-governadores Zeca e André, omitidos no pedido dos petistas. Enquanto isso, vários políticos dos mais diversos partidos, inclusive alguns que se apressaram em atacar o governador tucano de olho nas eleições de 2018, começam a aparecer em listas de beneficiados por doações da JBS.




Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 13:20 - em: Principal




Agnelo, Tadeu e José Roberto Arruda, presos hoje na Operação Panatenaico pela Polícia Federal

Postado por Marco Eusébio , 23 Maio 2017 às 12:15 - em: Papo de Arquibancada

A Polícia Federal prendeu hoje os ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) e o ex-vice governador Tadeu Filippelli, atual assessor especial de Michel Temer. A operação Panatenaico investiga fraude e desvio de recursos na obra de reforma que praticamente reconstruiu o Estádio Mané Garrincha para Copa do Mundo de 2014. Orçada em cerca de R$ 600 milhões, a obra custou R$ 1,575 bilhão em 2014, colocando a arena como a mais cara entre as doze cidades-sede da Copa. A obra causou prejuízo de R$ 1,3 bilhão para a Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap) que financiou o projeto. A operação decorre da delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez, que, com a Via Engenharia, ganhou a licitação para a obra. 
 
O NOME DA OPERAÇÃO é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, realizados na Grécia Antiga bem antes dos jogos olímpicos. Essa arena usada pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos.



'A decolagem desse aviãozinho da alegria indignou muita gente', disse Marun sobre a ida de Joesley para os EUA

Um dos principais aliados do presidente Michel Temer no Congresso, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) está propondo a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o acordo de delação premiada feito pelos donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista. "Estamos nos baseando em matéria do jornal O Globo e da Folha de S.Paulo que disseram que esse acordo de delação tem uma benevolência inédita na história da vida jurídica brasileira" disse Marun. Em nota que acaba de enviar ao Blog, o deputado, que iria começar a colher assinaturas hoje para a CPI, afirma: 

"Decidi, no lugar de fazer correr uma lista de assinaturas para a CPI do JBS, me asociar ao requerimento de CPI Mista do deputado Baldi e do senador Ataíde sobre o mesmo tema (relação da JBS com o BNDES e o acordo de delação premiadíssimo). Penso que assim o objetivo de esclarecermos a sociedade a respeito desta questão e, eventualmente, propormos punições e anulações de atos jurídicos, poderá ser também cumprido".

"A decolagem deste aviãozinho da alegria indignou muita gente", justificou Marun, em referência à viagem de Joesley Batista para os EUA. As comissões de Finanças e de Controle e Tributação da Câmara também devem convocar o presidente da Comissão de Valores Mobiliários, que investiga o ganho de milhões de dólares dos irmãos Batista com venda de ações e compra de dólares antes da divulgação da delação, e o da bolsa de valores, a Bovespa, para repercutir os impactos no mercado financeiro. "Queremos saber quem ganhou e quem perdeu nessa história", disse Marun.

(Texto alterado às 11h45 para inclusão da nota enviada por Carlos Marun)




Autor: Jully Heyder (*) , 23 Maio 2017 às 10:15 - em: Falando Nisso

Infelizmente, convenhamos, a OAB não é mais a mesma de outrora, quando, nos momentos de crise, soerguia-se como intrépida defensora do Estado de Direito e da nossa República. Isto muito se deve à postura utilitarista e à personificação da Instituição na figura de seus representantes, o que, de certo modo, deixa os interesses institucionais ao alvedrio dos interesses pessoais dos dirigentes. 
 
Agora, nas esferas Nacional e Estadual, a OAB é novamente colocada à prova.
 
Lá, agiram rápido! Convocaram reunião de emergência e cravaram pelo Impeachment do Presidente. Correto, diante da gravidade das denúncias! Mas não livrou o Conselho Federal de duras críticas pela letargia e condescendência com que procedeu na última década, em contraposição à açodada medida agora adotada. 
 
Por aqui, a OAB/MS também foi rápida! Mas somente em relação à distante e indireta providência contra o Presidente da República. Sem nem mesmo aguardar a defesa de Temer, clamaram pelo seu Impedimento, sob o argumento de que as informações disponíveis na delação já eram suficientes às conclusões tomadas.
 
Todavia, como já se era de esperar, a coisa toda movimentou as águas turvas da política sul-mato-grossense. Emergiram do lodo, guindados pelo gancho da JBS, as figuras do atual governador, e dos ex-Governadores André e Zeca.
 
- "E agora José?" – Como indagava Drummond em sua poesia. - Serás tão diligente?
 
A resposta já foi dada pelo Presidente da Seccional. Um sonoro – NÃO!
 
Com relação ao atual Governador que, segundo os delatores, recebeu milhões e milhões de reais em propina, o comando é “enrolar”. Para tanto, pediram cópias das delações ao STF, o que pode demorar semanas ou meses. (Detalhe: as delações, os vídeos e os anexos não estão sob sigilo e já foram publicados em vários veículos de imprensa). Enquanto isso, nada é dito, nem uma linha sequer. 
A aposta é de que, até a resposta chegar, a coisa já esfriou. Assim, se evita o desgaste de uma relação tão íntima e continuam os abraços, os beijos e os convescotes. 
 
Entretanto, o mais grave de tudo - e nisto se centra minha séria crítica ao atual Presidente da OAB/MS, Mansour Elias Karmouche – é a forma como ele reagiu às críticas feitas por advogados não integrantes de seu grupo político, ou seja, da oposição. Segundo uma reportagem publicada pelo site Top Mídia News, Karmouche disse que um advogado ligado a outro grupo (no caso, se tratava de um ex-presidente da maior Sub-Seção do Estado), "não teria isenção para comentar sobre isso". Como assim?
 
Na ótica obtusa do Presidente da OAB/MS as únicas pessoas aptas a opinar sobre a Instituição - sobre a nossa Instituição - são seus companheiros, os quais compartilham da mesma ideia. Isto, no entanto, se reveste de uma irracionalidade colossal.
 
Pois muito que bem!
 
Devo lembrar as lições de Robert Dahl, que tem a "democratização como formada por pelo menos duas dimensões: contestação pública e direito de participação", ou seja, qualquer ambiente que se diga democrático, como é a OAB, deve aceitar o papel da oposição e inseri-la no contexto da tomada de decisões, sem isso, a coisa toda caminha para o despotismo.
 
Ao atacar os adversários ao invés de justificar a omissão da OAB/MS (que é clara e evidente), o Presidente demonstra somente que, até hoje, não inalou o espírito democrático no qual a instituição se inspira, agindo como Dono do Poder, Dono da OAB. O que deve ser publicamente censurado. 
 
Esperamos da nossa Instituição uma postura muito mais firme com relação aos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo autoridades estaduais, exigindo investigação, punição dos culpados e absoluta transparência e moralidade com a coisa pública, pois é isso que exige nossa Constituição, da qual a OAB é guardiã.
 
Ouvir a advocacia seria um bom começo para isso!
 
(*Jully Heyder da Cunha Souza é advogado em Campo Grande)