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PF intercepta conversa telefônica de Aécio e Gilmar Mendes na operação Patmos

Reprodução/Arquivo PF intercepta conversa telefônica de Aécio e Gilmar Mendes na operação Patmos
Aécio pediu a Gilmar Mendes para convencer senador Flexa Ribeiro a seguir seu foto

Postado por Marco Eusébio , 19 Maio 2017 às 15:39 - em: Principal

Com ordens judiciais emitidas pelo Supremo na Operação Patmos, a Polícia Federal interceptou uma conversa telefônica de Aécio Neves (PSDB) com o ministro do STF Gilmar Mendes no dia 26 de abril. Conforme a Folha de S.Paulo, o senador investigado pediu ao ministro para que telefonasse para o senador Flexa Ribeiro para que este siga a orientação de voto proposta por ele, Aécio, no projeto que tratava de "abuso de autoridade" em discussão no Congresso.
 
Em resposta ao pedido de Aécio, o ministro do STF respondeu: "O Flexa, tá bom, eu falo com ele". Conforme a Polícia Federal, no mesmo dia o plenário do Senado aprovou o substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR) ao projeto que altera a definição dos crimes de abuso de autoridade.
 
A investigação, coforme a Folha, também interceptou duas ligações telefônicas entre Aécio e o próprio diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Na primeira conversa, Aécio fala sobre o depoimento dele, que estava marcado na Operação Lava Jato, que depois seria adiado por decisão do ministro Gilmar Mendes. Numa segunda ligação, Aécio pede um espaço na agenda de Daiello para "falar sobre a previdência", em discussão no Congresso. 
 
Na operação, ainda conforme o jornal, a PF também interceptou pelo menos uma conversa telefônica entre o presidente Michel Temer e seu ex-assessor e homem de confiança, o atual deputado federal Rodrigo Loures (PMDB-PR). No diálogo, Temer fala trata com Loures sobre de uma expectativa que o deputado federal tinha a respeito de novas regras para o setor de portos.
 
Os documentos revelam que os aparelhos telefônicos de Aécio e de Loures estavam sob interceptação judicial - ou seja, os grampos não ocorreram nos telefones de Gilmar Mendes e de Michel Temer. No juridiquês, são provas coletadas de "forma fortuita", diz a Folha de S.Paulo.



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