Contra presidente, maioria decide renunciar para provocar nova eleição na OAB-MS

Fotos Divulgação/Arquivo
Contra presidente, maioria decide renunciar para provocar nova eleição na OAB-MS
A maioria da diretoria da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) decidiu renunciar aos cargos depois de tentar sem sucesso a substituição do presidente da OAB-MS, Júlio César Souza Rodrigues. A decisão foi tomada nesta noite em reunião no escritório do secretário-geral da Ordem, Denner de Barros Mascarenhas Barbosa, em Campo Grande. A renúncia coletiva visa provocar novas eleições da diretoria. A crise sem precedentes na história estadual da Ordem foi deflagrada no ano passado, com integrantes da diretoria contrários a contrato de prestação de serviços feito pelo presidente com o ex-prefeito Alcides Bernal (PP), recém cassado pela Câmara.
 
Vão entregar os cargos quatro dos cinco integrantes da atual diretoria - o vice-presidente André Luis Xavier Machado (que está em viagem), o secretário-geral Denner, o secretário-geral adjunto Jully Heyder da Cunha Souza e o tesoureiro Jayme da Silva Neves Neto; dois dos três conselheiros federais, os ex-presidentes Carlos Marques e Leonardo Avelino Duarte; dois terços do Conselho Seccional e a maioria dos dirigentes da Caixa de Assistência dos Advogados (CAAMS), da Escola Superior de Advocacia (ESA) e do Tribunal de Ética e Disciplina (TED).
 
ATO PÚBLICO "Decidimos por unanimidade pela renúncia coletiva. Quem participou da reunião já assinou a carta renúncia e estamos colhendo assinaturas dos outros que estão no interior ou em viagem. Tendo tudo em mãos, vamos apresentar a renúncia coletiva nesta sexta-feira ou, no mais tardar, na segunda-feira e faremos um ato público em frente à Ordem", me disse Carlos Marques, após a reunião que, afirmou, contou com quase 150 advogados.
 
"Já que não temos força para retirar o atual presidente e considerando que a maioria não aceita mais sua gestão, a renúncia coletiva visa provocar novas eleições na OAB", afirmou. "Resolvemos abrir mão do nosso mandato para poder salvar a OAB que não pode continuar nas mãos do atual presidente. É o preço que estamos pagando pelo erro de ter escolhido e ajudado a eleger o atual presidente", acrescentou Carlos Marques. "Estamos abrindo mão dos cargos em defesa dos princípios morais e éticos que pregamos", reforçou o secretário adjunto Jully Heider.


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Postado por: Marco Eusébio, 20 Março 2014 às 21:50 - em: Principal


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